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A nossa ESQUERDA

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Há efectivamente uma subcultura em Portugal associada aos partidos de esquerda, que vêm da primeira república, com todos os tiques e costumes dos arruaceiros e trauliteiros de então.

A “nossa” actual esquerda na sua esmagadora maioria, não evoluiu muito mais.

Mas já era tempo…

Vale a pena ler este artigo de  Luís Rosa do Jornal i de 29 de Novembro 2013.

O futuro da esquerda ainda não existe

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Hipocrisia ou ignorância?

por MANUEL MARIA CARRILHO

Diário de Notícias 6-6-2013

A evidência mais forte que resulta do encontro promovido por Mário Soares na semana passada, sob o lema “libertar Portugal da austeridade”, foi que a indignação contra a governação actual alastra, a urgência de uma ruptura se impõe em cada vez mais sectores da sociedade portuguesa, mas também… que o projecto continua a faltar.

O que falta é uma visão do futuro assente não só numa compreensão do passado que não iluda os erros cometidos, mas também numa perspectiva do presente à altura de compreender e de lidar com a sua extraordinária complexidade e, ainda, numa estratégia capaz de propor e debater uma via concreta, nacional e europeia, de saída da crise.

O que falta é uma visão do futuro que assuma a tripla tensão que atravessa hoje o mundo: em primeiro lugar, entre o Ocidente e os países emergentes, em particular a China. Depois, entre o Norte e o Sul da Europa, com problemas, expectativas e valores que acentuam a intensidade das suas múltiplas divergências. Por fim, entre as gerações, colocadas perante um choque demográfico brutal, nomeadamente devido ao generalizado envelhecimento das sociedades contemporâneas.

O que falta, é uma visão do futuro que integre as várias faces da globalização, das mais virtuosas às mais perversas, ou seja, da enorme diminuição da pobreza que ela possibilitou ao gigantesco aumento das desigualdades que ela tem provocado. Que compreenda que o socialismo democrático enfrenta hoje, ao nível nacional, um conjunto de impasses que só será possível superar através de um novo tipo de solidariedade europeia e internacionalista. Que não se resigne ao atual empobrecimento minimalista – mais ou menos formal, mais ou menos mediático – da democracia. Ou melhor, que arrisque pensar a política para lá das formas actuais da democracia. É tudo isto que falta – o que ajuda a compreender o que nos últimos dias se disse e escreveu a propósito do balanço, entretanto apresentado, da aplicação dos fundos europeus em Portugal desde 1986. Este balanço resultou de uma encomenda da Fundação F. M. dos Santos a Augusto Mateus, e pareceu escandalizar e surpreender toda a gente. Mas na verdade ele não trouxe nada, realmente nada, de substancialmente novo.

Basta ler o que já se afirmava em 1995, no “programa de governo do PS e da Nova Maioria”: “Recebemos por dia mais de dois milhões de contos de fundos comunitários, o que permitiu um desafogo financeiro que só conheceu paralelo no ciclo da pimenta da Índia e do ouro do Brasil. (…) Beneficiando de uma conjuntura externa extremamente favorável, de importantes fluxos de investimento estrangeiro e de transferências comunitárias, criou-se a ilusão de uma falsa prosperidade e de uma aparente “recuperação” do atraso da economia portuguesa face às economias europeias.” Isto foi escrito, sublinho, há dezoito anos!

O estudo veio assim confirmar, não só o que se sabia, mas também como às vezes é difícil acreditar no que se sabe e agir em conformidade. Por isso, a surpresa só pode traduzir hipocrisia ou ignorância – e esta é realmente grande, houve mesmo quem chegasse ao ponto de afirmar que nem sequer sabia que havia contrapartidas nacionais dos dinheiros europeus!

Na verdade, tudo o que agora se disse foi dito e escrito vezes sem conta nos últimos dez, quinze anos. O que aconteceu foi que todos – sociedade civil, políticos, consultores económicos e financeiros, etc. – convergiram num pantanoso pacto que – na ausência de um verdadeiro projeto nacional e de uma estratégia consistente para o País – converteu os fundos europeus numa espécie de mesada que garantiria o prolongamento da nossa reforma pós-imperial…

Como escrevi há tempos, e por diversas vezes, sem reflexão estratégica, com os torrenciais fundos de milhões de euros por dia, ganhou evidentemente o voluntarismo tático, que rapidamente se entregou à orgia do betão, e que teve no cavaquismo a sua década ilusoriamente triunfante. Esqueceu-se então, de vez, o interior, os recursos naturais, o mar, a ferrovia. E esqueceu-se, mais uma vez, a massa cinzenta, a escola, a formação, a investigação, a cultura, a criatividade, a exportação, o mundo. Ganharam os lobbies, a preguiça, a corrupção e o chico-espertismo.

Mas construíram-se freneticamente casas, piscinas, rotundas, pavilhões de todo o género, e imensas autoestradas. Aqui, até batemos recordes europeus e mundiais em construção de quilómetro por habitante ou por percentagem no PIB. Autoestradas que, para lá da realização mais emblemática do regime, se tornaram na verdadeira metáfora do acesso à nossa tão proclamada como vazia modernidade.

E a ilusão europeia manteve-se até ao final da década passada. Só então, com os abalos da crise do euro, e com o impacto das suas consequências, é que se começou a perceber as oportunidades que entretanto se tinham perdido, e os meios que se tinham desperdiçado.

E não adianta agora fingir que não se sabia. Seja por hipocrisia ou ignorância, isso só serve talvez para se tentar recuperar uma inocência que permita que tudo, no futuro, continue rigorosamente na mesma. É isso que é de temer, quando se olha para os tão reclamados novos fundos europeus (quase 28 mil milhões de euros) para o período 2014/2020, e não se conhece ainda um único projecto de envergadura nacional…

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Rolex

A hipocrisia não tem limites. Afinal de contas os camaradas e revolucionários a soldo, também gostam dos luxos do capitalismo que eles pretensamente combatem.

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O pateta de serviço da extrema esquerda.

Declarações de Otelo Saraiva de Carvalho “não são para levar a sério”

O presidente da Associação dos Oficiais das  Forças Armadas (AOFA) considerou hoje que as declarações de Otelo Saraiva  de Carvalho, que disse ser contra manifestações de militares, “não são para  levar a sério”.
Fonte:  SIC Noticias

 

Segundo parece, Otelo Saraiva de Carvalho voltou a sugerir um golpe militar para derrubar o governo. Acho bem que o faça.

De cada vez que Otelo abre a boca, fica mais claro que tipo de regime alternativo propõem alguns democratas da nossa praça.

Para além de criminoso, Otelo é um tonto. Já que não pode estar preso, deviam dar-lhe um programa de humor. Para isso, bastava que  o deixassem falar a sério.

O Óscar fez uma revolução. Houve quem pensasse que o fazia pelo País. Engano. Rapidamente se tornou conhecido por emitir mandatos de captura em branco, discricionários e sem critério. O País generoso, perdoou-lhe as loucuras do PREC, mas logo Óscar achou que o poder era seu por direito e voltou a aterrorizar. Desta vez contra a democracia, com mais sangue e cobardia. Com o seu gang de revolucionários, Óscar assaltou bancos, e assassinou 17 pessoas e chantageou o Estado de direito.

O País foi novamente magnânimo e perdoou-lhe por algo, do qual ele nunca se arrependeu. Até o promoveu. Passou-lhe um salvo conduto vitalício,  o que lhe permite dizer as maiores atrocidades, ter eco na imprensa, sem que haja alguém a lembrar o seu cadastro.

Óscar não foi generoso nem tão pouco corajoso, foi muito pouco inteligente e nunca se retratou. Óscar continua a achar-se acima da lei. Já o Estado, não pode permitir que haja cidadãos, mesmo que  intelectualmente indigentes, mas não inimputáveis, digam atrocidades  e incitem a motins e revoluções.

Um Estado pequeno não implica que seja fraco. Mas, se a justiça não reage e não funciona, deixa fragilidades com marcas profundas e difíceis de curar.

PS. Óscar – Nome de código de Otelo Saraiva de Carvalho, enquanto líder operacional das FP-25 de Abril. Facto julgado e provado em tribunal. Entre os crimes de que foi  acusado e condenado, esteve o assassinato de 17 pessoas inocentes, de uma forma fria, brutal e cobarde. Apesar disso, Otelo foi promovido a Coronel, por proposta do Almirante Martins Guerreiro e despacho conjunto do Ministro da Defesa Severiano Teixeira e das Finanças Teixeira dos Santos, com uma indemnização três vezes superior, aquela que receberam as vitimas que assassinou.

Fonte: 31 da Armada

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Noticias do parque jurássico português.

Nunca é demais lembrar onde chega a hipocrisia ou a manipulação ideológica!

Novos episódios do parque jurássico do PCP

… … …

 Deu para perceber que o PCP ainda tem um estalinista, pior, um estalinista de 30 anos, a saber: Miguel Tiago. 

Vale a pena ler aqui a piada pela pena de Henrique Raposo.  

 

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Sete famílias mandam no Governo Regional há 30 anos.

A administração pública está marcada por ligações familiares e amizades partidárias

Os 35 anos de poder absoluto de Alberto João Jardim, na Madeira, transformaram o Governo Regional, numa monarquia hereditária. São sete as famílias que vivem na sombra do líder madeirense, há mais de 30 anos.

As lealdades familiares e as amizades partidárias ocupam lugares na administração pública madeirense e as centenas de jobs for the boys estão por todo o lado, desde casas do povo, juntas de freguesia, clubes, a empresas públicas, institutos, associações desportivas, etc..

Segundo o Diário de Notícias, as relações de “primos e primas” e o efeito histórico do “cartão laranja” tomaram conta de uma região autónoma com pouco mais de 260 mil habitantes.

Na ilha de Alberto João Jardim há sete famílias que há mais de 30 anos estão e mandam no Governo Regional da Madeira, segundo aquela publicação.

Alberto João Jardim – Presidente do Governo Regional

Andreia Jardim – (filha) – Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva – vice-presidente do governo Regional
Filipa Cunha e Silva – (mulher) – é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro – Secretário regional dos Recursos Humanos
Patrícia(filha 1) – Serviços de Segurança Social
Raquel(filha 2) – Serviços de Turismo
Conceição Estudante – Secretária regional do Turismo e Transportes
Carlos Estudante – (marido) – Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Sara Relvas – (filha) – Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes – Secretário regional da Educação
Sidónio Fernandes – (irmão) – Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher – Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos – Líder parlamentar do PSD/Madeira
Jaime Filipe Ramos – (filho) – vice-presidente do pai
Vergílio Pereira – Ex. Presidente da C.M.Funchal
Bruno Pereira – (filho) – vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Cláudia Pereira – (nora) – Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José – Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Leonardo Catanho – (irmão) – Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)
João Dantas – Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Patrícia Dantas de Caires – (filha) – presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Raul Caires – (genro e marido da Patrícia) – presidente da Madeira Tecnopólo
Luís Dantas – (irmão) – chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Cristina Dantas – (filha de Luís Dantas) – Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, (marido de Cristina Dantas) –director da Loja do Cidadão

…e a lista continua.

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Regalias nas empresas da CP, Metro, Carris ou Transtejo

Regalias nas empresas públicas.

Irmãs solteiras de empregados da CP podem viajar de borla.

As irmãs casadas já não.

Leia aqui no i 

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