Mais uma narrativa do Sócrates.

Esta é das melhores de José Sócrates, ou como se constrói uma narrativa para papalvos.

Lá seguia o aplicado rapaz para as aulas, nos idos de 66, de mochila às costas e antevendo o seu fabuloso percurso académico e universitário, ainda há pouco elogiado por Soares e Lula, talvez até debitando pelo caminho a tabuada dos nove ou recitando Camões, enquanto as rádios pelas janelas das ainda belas casas da Covilhã lá iam dando os golos do Eusébio contra a Coreia, invertendo aquele resultado negativo. E o rapaz chegou à escola feliz, satisfeito, e foi então uma enorme explosão de alegria naquela escola. Que comovente. E daí quis ser como Eusébio, um atacante, e passou a ser do Benfica.

 O problema é que isto que ele diz é mentira. Porquê?
Porque, claro que esse jogo foi às 15h00 da tarde, de um sábado, dia 23 de Julho, período de férias e em que invariavelmente as escolas estão fechadas e sem alunos. Mas que interessam pormenores e minudências destas para tamanho filósofo que se forma aos domingos?
Nota, para quem anda esquecido! 
O ano lectivo começa em 1 de Outubro e termina em 30 de Junho seguinte” – Art.º 346º do Decreto 48572 de 9 de Setembro de 1968.

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Filed under Cidadania, Corrupção, Democracia, Desesperados, Dinossauros políticos/parasitas

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