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Já em Roma 55 A.C. Marcus Tullios dizia…

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MPLA rapta português Jorge Manuel dos Santos Oliveira.

Rapto de português Jorge Manuel dos Santos Oliveira em S. Tomé

26-09-2010 21:37

Luanda

Presidente da República informado sobre extradição ilegal

Luanda – O Presidente da República de  Angola, José Eduardo dos Santos, foi informado da detenção e saída ilegal de São Tomé e Princípe para Angola do cidadão português Jorge Manuel dos Santos Oliveira, a fim de ser submetido a um processo judicial por alegada fraude a uma empresa de direito angolano.

Uma nota da casa Civil do Presidente da República a que a ANGOP teve acesso hoje, domingo, em Luanda, indica que “Não existindo um acordo de extradição entre os dois países e não tendo havido autorização judicial de qualquer autoridade competente de S. Tomé e Princípe, o referido processo de extradição foi considerado irregular e ilegal”.

Em consequência dessa constatação e do facto de o Ministério do Interior ter reconhecido o grave erro em que incorreu, o respectivo ministro será exonerado das suas funções.

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A Presidência de São Tomé e Príncipe e um grupo de advogados, bem como o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, têm estado a desenvolver uma campanha de denúncia contra a postura expansionista e “invasora” dos agentes policiais de Angola, que no final do ano passado, realizaram uma operação relâmpago, considerada de “sequestro” de um cidadão português que se encontrava legalmente no arquipélago, violando dessa forma a soberania de um Estado e o Direito Internacional.

O clima de tensão entre os presidentes Fradique de Menezes de São Tomé e Príncipe e José Eduardo dos Santos de Angola, poderá não diminuir, para lá do cinismo político, muito pela pressão e denúncia de advogados são-tomenses, pela forma como o empresário Jorge Manuel dos Santos Oliveira, foi “sequestrado” por agentes da Polícia angolana naquele país da CPLP.

“Um país sério e democrático deve respeitar a soberania e as instituições dos outros países, por mais pequenos que sejam, como é o nosso caso, sob pena de ficar patente que Angola é uma ditadura expansionista, cuja matriz é a desestabilização e invasão de outros Estados soberanos, que não tenham a mesma capacidade militar que a sua”, denunciou ao F8, o advogado de São Tome, A. Manuel António.

Este “desabafo – denúncia” surge numa altura em que Angola assume a presidência da CPLP e se fala do seu empenho em enviar uma força militar de estabilização e organização das forças armadas guineenses.

“A cultura dos angolanos é arrogante, militarista e ainda ligada a uma visão de guerrilheiros comunistas, pois para eles não contam os governos dos outros países, mas os seus amigos dos antigos movimentos de libertação, logo, não têm uma visão de Estado. Por isso, financiaram o MLSTP nas últimas eleições, mas apesar dos milhões de dólares de Angola e de Eduardo dos Santos, os seus aliados perderam redondamente, porque o nosso povo julgou e condenou essa arrogância e interferência do partido MPLA, já há muito tempo a desgastar-se no poder em Luanda”, disse a nossa fonte.

Tudo isso, na sequência de aventuras económico-financeiras já de si rocambolescas, entre Mello Xavier e um dos seus mais importantes quadros superiores, Jorge dos Santos de Oliveira, num desentendimento que trouxe à praça pública a lavagem de muitas engenharias, qual delas a mais danosa e dolosa, contra os interesses do Estado angolano.

“O rapto do Jorge Oliveira visa tentar esconder o envolvimento de altas figuras angolanas em negócios sujos, realizados com o senhor deputado do MPLA, Melo Xavier. Como se pode entender, que este senhor tenha vendido ao Ministério do Interior camiões Kamaz da Rússia, avaliados já com a comissão em 12 milhões de dólares, mas não se sabe como aumentaram o seu valor em 100%, emitindo uma factura de 24 milhões de dólares, que foram pagos e que são do conhecimento do Jorge”, disse um dos causídicos que o defende.

Verdade ou não, o que é certo é que o seu antigo boss angolano, indignadíssimo, acabou por o impugnar, “não junto às barras dos tribunais, por vias lícitas, mas optando por silenciar o homem pela força da manipulação, para assim esconder os segredos que ele detém sobre um enriquecimento ilícito e “esquemático”, que lesou gravemente os cofres do Estado angolano, “com a maior das impunidades e cumplicidades”.

Diante deste quadro ameaçador, o homem sentiu saudades de Portugal, sua terra natal, girou e partiu. Por aí ficou um par de anos e voltou passados uns anos, em 2009, não a Angola, não fosse o diabo tecê-las, mas por perto se ficou. Deu uma saltada a São Tomé. Infelizmente para ele, o “mafarrico” era lá que estava. À sua espera.

O cidadão português Jorge Oliveira foi preso, atentemos, por agentes policiais angolanos, naquele pequeno paraíso terrestre, sem perceber bem porquê. Tiveram que lhe explicar.

“O senhor lembra-se daquele dinheiro que havia nos cofres do seu patrão, o empresário e deputado do MPLA, camarada Mello Xavier?…

– “Não me lembro do que estão a falar…

– “Não? Bom, uma queixa-crime foi depositada contra si e temos que levá-lo”.

– “Para onde?” teria perguntado Jorge Oliveira.

– “Para Luanda, meu amigo, para Luanda”.

– “Mas estamos em São Tomé !”.

– “Não faz mal, temos avião”.

Estava consumado o rapto, ilegal, pois se havia um Mandado de Captura, este não tinha validade internacional por não percorrer os requisitos, mais a mais por o visado estar legalmente noutro país.

“Nós não recebemos, nem oficial, nem oficiosamente, nenhuma carta rogatória de Angola solicitando diligências para interrogatório ou extradição do cidadão português. Fomos apenas surpreendidos, horas depois da invasão dos angolanos, com a informação desta deselegante e grave situação, como se fossemos uma colónia de Angola”, explicou ao F8, um juiz do Tribunal de São Tomé

Ao que parece, não havia um compromisso com a lei, mas com a força, e por esta razão já havia no aeroporto são-tomense um avião à espera do Sr. Oliveira, uma nave ligeira fretada ou propriedade do empresário – deputado do MPLA, Mello Xavier, “com um falso plano de voo, pois enganaram, também, os serviços de navegação aérea angolana”.

Como depois ficou provado, os polícias eram angolanos, afectos à Investigação Criminal e a operação, segundo consta teria sido gizada, previamente, no gabinete do ministro do Interior de Angola, general Ngongo, considerado, por muitos, sócio de Mello Xavier ou seu protector.

Repetimos, o alegado crime de que é acusado Jorge Oliveira não tinha sido objecto de nenhum pedido de intervenção da Interpol. E por mais explicações que lhe fossem dadas, o refém não podia compreender o sequestro de que era vítima, sendo este o termo exacto, vítima, pois nada lhe podia ser apontado como crime cometido em São Tomé e Príncipe.

Estamos em crer que esta operação tipo “James Bond” em caso algum possa ser avançada como abonatória dos nossos serviços de policiamento e defesa do território, por mais secretos que sejam.

Senão, resumindo o que se passou, repare-se:

1 – O senhor Jorge Oliveira teria roubado Mello Xavier, uns 100 mil dólares (se não roubou, tentou).

2 – Mello Xavier roubou o Estado (se não roubou, tentou).

3 – Jorge Oliveira fugiu.

4 – Mello ficou em Luanda a passear nos seus jipes e a arriscar a vida no seu helicóptero e avionetas podres. Intocável, em todo o caso. Deus é grande.

5 – Jorge Oliveira vai a São Tomé e é preso por polícias angolanos.

6 – Mello Xavier pega no seu telemóvel, telefona à Polícia e fica a saber que o seu ex-colaborador está a ferros. Agradece, talvez dê uma “gasosa”. Apesar de sobre ele pesar a acusação de ter desviado 12 milhões de dólares ao Estado angolano, tendo passado em sítio lindo o Réveillon, talvez no Mussulo!

7 – Jorge Oliveira continua ilegalmente detido em Viana, em todo o caso na prisão, como resgate duma inacreditável prepotência, “Made in Angola”.

Não há comentários a fazer sobre este tipo de situações. De facto, em Angola uns podem tudo, outros não podem nada. E quando dizemos podem, referimo-nos a desmandos. Numa palavra parece não haver leis em Angola, nem direito, só há directivas.

A retrospectiva deste caso de prepotência e ladroagem de fato e gravata era indispensável fazê-la para compreender os desenvolvimentos que dele advieram recentemente.

Dos Santos último a saber desta trama vergonhosa

Segundo informações de fonte segura as autoridades de São Tomé e Príncipe, assim como as de Portugal, têm pressionado e denunciado, com maior intensidade em fóruns diplomáticos internacionais, a postura “guerreira e invasora” das tropas policiais de Angola, que, no caso vertente, a um dado período do ano passado, 2009, entraram em jeito de assalto no arquipélago de São Tomé e sem qualquer mandado judicial, nem tão-pouco uma decisão de um tribunal sobre sentença de extradição. Raptaram o cidadão português Jorge Manuel dos Santos Oliveira, antigo gestor de Melo Xavier, na altura dos factos deputado da bancada parlamentar do MPLA. E ponto final.

A forma muito arriscada como esse homem foi preso, à margem de todas as leis, visava, segundo algumas fontes, ocultar o envolvimento de altas patentes do Ministério do Interior com o antigo deputado, Mello Xavier, deixando supor uma cumplicidade do governo são-tomense. Assim, não admira que, ao tomar conhecimento do acontecido, o Presidente Fradique não tivesse gostado da brincadeira. Por seu lado, Dos Santos ainda gostou menos, pois só teve conhecimento do caso por essa via, num desabafo.

Uma outra versão, no entanto, veiculada por outra fonte do F8, garantiu ter Dos Santos manifestado o seu desagrado, na última reunião do Bureau Político do MPLA, nos seguintes termos: “Já nem na Polícia ou Segurança do meu país posso confiar, pois foi a minha mulher que teve de me informar este comportamento, que era do meu total desconhecimento”.

E se assim é, o desagrado ainda devia ter sido maior, pois esses polícias na golanos armados em “james bondezitos” tinham andado a brincar com o nome e a reputação de Angola e do Presidente da República. Isto sem se poder esconder que este, e, estamos em crer, muitos, mas mesmo muitos outros casos lhe teriam sido escondidos e continuarão a sê-lo. É já uma tradição do “ÉME”, desde o tempo de “Manguxe” Uanhenga Xitu sabe do que estamos a falar, ele que o diga.

Com base nessa informação, como era de esperar uma onda de solidariedade rodeou Dos Santos, enquanto uma outra, de condenação, apontava baterias contra Leal Monteiro Ngongo, ministro do Interior, José Cerqueira, Director da DNIC e ainda do procurador que legalizou esta rocambolesca aventura.

“Na minha opinião estes camaradas devem ser demitidos, pois estão a manchar o nome do camarada presidente José Eduardo dos Santos, que ,coitado, não sabia, nem lhe informaram, do país e do MPLA, por ser grave a situação, principalmente agora que assumimos a presidência da CPLP”, confidenciou ao F8, um membro do comité central do MPLA, que por razões óbvias solicitou o anonimato, acrescentando ainda o facto de “ter sido mesmo uma invasão e rapto, pois ficamos a saber que este cidadão português veio sem nenhum documento pessoal, logo entrou ilegalmente em Angola, e isso é grave, pois não se trata de uma questão de Estado, mas de negócios particulares, que deveriam ser resolvidos em tribunal. Agora desta forma é muito grave e se eu tivesse poder de decisão exonerava imediatamente toda a direcção do Ministério do Interior e mandaria investigar todos os pagamentos feitos pelo Estado ao camarada Mello Xavier”.

O investigador presidencial

Apresentando-se deste modo a realidade, foi ordenada a abertura duma investigação por quem de direito, um personagem fantástico, angolano, que não se parece com ninguém e pode fazer tudo. O dito cujo mandou investigar a sequência de procedimentos que ocasionaram um tão inesperado e ao mesmo tempo previsível lesa-majestade na pessoa de Sua Excia. Portugal tinha manifestado por via diplomática o seu descontentamento e a Presidência da República de Angola mostrado o seu desagrado. Países irmãos é assim, sempre em consonância.

Os resultados de todas as investigações sobre este complicado caso parecem, até agora, nulos, por uns continuarem a confundir o Estado angolano com o MPLA, tal como os seus símbolos. Pouca sorte!

No entanto, um grande número de advogados de São Tomé, não se conformam com tantas arbitrariedades a lesar a lei e um Estado de direito democrático, e por ora estão a fazer uma campanha internacional, denunciando a postura musculada das forças armadas e policiais angolanas, por eles consideradas, “peritas especializadas na destabilização da democracia, não só do seu próprio país, como de outros países da região”.

Uma tradição. Que não é ancestral, mas a que a produção de petróleo não está alheia.

Por: Willian Tonet & Arlindo Santana

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Unita acusa Executivo de promover violência

Unita acusa Executivo de promover violência

Sob o lema “UNITA firme na defesa dos interesses dos angolanos”, a Comissão Política do maior partido da oposição reúne – se na segunda e terça-feira próximas, para avaliar aquilo que considera “grave situação política, social e económica que assola o país”,  segundo anunciou o seu porta-voz, Alcides Sakala, em conferência de imprensa.

Uma das questões-chave deste encontro consubstancia-se na preocupação devido ao “agravamento da crise de legitimidade institucional que enferma o Estado Angolano, evidenciada por práticas que violam os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos”, nas palavras da liderança da UNITA.

“Ao invés de promover a defesa da vida e dos direitos dos cidadãos, há fortes indícios de que, nos últimos dias, através de órgãos do poder executivo, titulares de cargos públicos, terão cometido crimes contra a integridade física de cidadãos, crimes contra a liberdade pessoal, crimes contra a propriedade e sequestro de cidadãos nas províncias do Huambo e Bié, onde mais de uma dezena de cidadãos foram vítimas de violência estatal ou de medidas contrárias aos princípios fundamentais do Estado de direito angolano e puníveis pelo Código Penal”, lê-se no comunicado distribuído à imprensa pelo partido do Galo Negro.

Alcides Sakala, que é também secretário para Assuntos Internacionais da UNITA, sustenta as suas alegações  começando por acusar a administradora municipal da Calussinga, na província do Bié, Faustina Cambundo, de ordenar arbitrariamente a agressão e a consequente  detenção do soba Bernardo Samangonba, durante quatro dias, por este ter assistido a um comício da UNITA.

Sobre esse episódio, consta ainda que após a denúncia pública dessa arbitrariedade, foi a vez de entrar em cena o governador da província, Boavida Neto, que esteve na Calussinga na semana passada, onde proferiu um discurso “a todos os títulos intimidatório”, na leitura da UNITA.

Segundo Alcides Sakala, o discurso constituiu uma prova de abuso da autoridade, com ameaças,  para além de injúrias contra os denunciantes, passando a impressão de que estava a apoiar moralmente a administradora da Calussinga. A UNITA entende que a acção de Boavida Neto choca contra os princípios dispostos pelo artigo 31˚ da Constituição, que manda aos governadores e administradores garantir a integridade moral, intelectual e física das pessoas.

Ainda na província do Bié, sempre de acordo com Sakala, há relatos provenientes do município do Chitembo  que apontam para a ocorrência nas últimas 48 horas de onze crimes contra a liberdade pessoal de militantes da UNITA, supostamente cometidos pela Polícia nacional.  Relatos de situações semelhantes são provenientes da comuna do Hengue, no município do Bailundo, diz a UNITA, que as qualifica de “mais graves” porque “trataram-se de crimes violentos cometidos com o suporte de armas de fogo, afectando a integridade física de cidadãos indefesos, que exerciam direitos fundamentais constitucionalmente protegidos”.

A UNITA promete apresentar brevemente aos  órgãos de comunicação “algumas vítimas destas sevícias”, para além dos registos magnéticos  das declarações do Governador Boavida Neto, “prova que demonstra que alguns titulares de cargos públicos estão engajados em actos criminosos que violam os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos”.

“Agora estamos todos em presença de actos criminosos estruturados, planeados por titulares de cargos públicos e executados por órgãos públicos contra o povo soberano de Angola” destaca o comunicado de imprensa da UNITA, acto que considera ser um atentado à paz democrática, cometido por uma só parte contra o povo soberano de Angola.  “Enquanto no interior de Angola, longe da imprensa e do facebook, o regime viola os direitos fundamentais dos angolanos e agride o Estado de Direito, em Luanda e na imprensa estrangeira, o regime procura transformar-se em vítima, exibindo propaganda, promovendo campanhas de desinformação, proferindo discursos intimidatórios e comprando spots publicitários de uma Angola que não existe, à boa maneira dos regimes autoritários e das práticas totalitárias estudadas nos gabinetes do Kremlin”, refere a UNITA.

No entender de Alcides Sakala, essas atitudes do regime encontram explicação na medida que tentam encobrir o fracasso das políticas erradas do actual Executivo.  “Não têm  direito nem mandato para transformar cidadãos pobres e indefesos em bodes expiatórios do fracasso das suas políticas económicas e sociais”, sustenta.

O comunicado de imprensa da UNITA refere ainda que “o facto da corrupção e o profundo fosso entre ricos e pobres criarem uma situação propícia a conflitos sociais e de tensão política, a exemplo de Moçambique e da África do Sul, não autoriza os representantes a agredir os representados”.

Para a UNITA, a crise de legitimidade em parte alimentada pela corrupção que grassa nos mais altos círculos do poder, factos provados em vários relatórios e investigações de organizações independentes, documentos que o Executivo nunca  se dignou a  rebater.

“Proibição da fiscalização permite desvio do erário público”

A decisão do presidente da Assembleia Nacional de proibir os actos de fiscalização do Executivo mereceu também abordagem no comunicado de imprensa da UNITA, que considera ser o incremento de prática de actos anti-democráticos e anti-constitucionais das autoridades públicas, especialmente desde Janeiro último.

Ademais considera aquele partido que a proibição permite, por exemplo, mais desvios do erário público, a supressão da liberdade de imprensa, permite a realização de mais obras descartáveis e de cunho eleitoralista, postas à prova pela fiscalização das chuvas que se aproximam.

“Estado Angolano preocupa-se mais com diplomacia económica”

Numa incursão à política externa de Angola, Alcides Sakala considerou que Angola tem uma imagem de Estado fraco, que se deteriora todos os dias, na sequência directa da corrupção, das fraudes contratuais, desvios e esbanjamento do erário público, da má gestão da conta petróleo e bem como das linhas de crédito, em especial do crédito chinês.

Nesse domínio, enfatiza ainda que não são conhecidas as posições do Executivo angolano em relação à questão da paz democrática para os grandes conflitos africanos, acto que decorre por se preocupar mais com a diplomacia económica.

Segundo a UNITA ,o reflexo da visão fraca assinala-se agora na representatividade do Executivo angolano na Cimeira das Nações Unidas que decorre em Nova York com o propósito de avaliar o grau de implementação da Agenda do Milénio das Nações Unidas.

Valdimiro Dias

24 de Setembro de 2010

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Sé Catedral de Luanda nos anos 70

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Assim se vê a força do MPLA

Setembro de 2010


A Rádio Despertar, Angola, está de luto. Está a Despertar como, digo eu, deveria estar todo o país dirigido desde 1975 pelo MPLA e há 31 anos por José Eduardo dos Santos, presidente da República não eleito. O jornalista Alberto Chakusanga, de 31 anos de idade, foi assassinado no município de Viana, em Luanda.
Orlando Castro*

É claro que de luto também deveria estar essa coisa que dá pelo nome de Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Deveria mas não está. A CPLP só estaria de luto se o jornalista assassinado fosse afecto ao MPLA. Como não era…
Angola é, aliás, um país “sui generis”. Embora diga que é uma democracia e um Estado de Direito não passa, de facto, de um reino onde só são considerados angolanos os que vão à missa do regime.
Todos aqueles que não vão a essa missa sujeitam-se a chocar com balas. Como muito bem escreve o Club-K, é curioso que Alberto Chakusanga, natural do município da Caála, província do Huambo, morreu 24 horas após o Bureau Político do MPLA, ter assegurado que conhecia indivíduos – recrutados – para denegrir, a qualquer preço, a imagem do seu Presidente.
Como já no F8 escrevi, o MPLA está a ficar cada vez mais chateado com os constantes ataques (provavelmente enquadráveis, segundo as suas teses, nos crimes contra a segurança do Estado) ao seu líder e sumo pontífice de Angola há 31 anos, José Eduardo dos Santos.
Também aqui escrevi que o MPLA está a montar uma estratégia ainda mais musculada para acabar com os que ousam pôr em causa a representação divina, delegada por Deus, do seu líder.
E se, em Angola, o MPLA consegue sem problemas comprar jornais, queimar edições cujo conteúdo é desfavorável, ameaçar, prender e fazer desaparecer opositores (como acontece, por exemplo, na sua colónia de Cabinda), noutros países a coisa não é tão fácil, mas não é impossível.
Em Portugal, apesar da significativa mudança de rumo que levou muitos jornalistas a escreverem com a barriga alimentada pelas empresas e empresários angolanos, ainda não é fácil queimar edições, prender jornalistas ou fazê-los chocar com alguma bala. Não é fácil, mas também não é impossível.
Ao regime angolano tem sido mais fácil silenciar os jornalistas portugueses, assumindo-se como dono dos donos dos jornalistas. É tudo uma questão de euros, ou dólares. E como isso é coisa que sobra em Angola mas falta em Portugal, o caminho está aberto para que só os que digam amém tenham direito a emprego.
Mesmo assim, há ainda muitos jornalistas portugueses cujos donos não se venderam aos donos de Angola. E isso chateia a sério o MPLA.
E se a última gota de água que fez transbordar o copo (do melhor whisky, certamente do tipo Macallan Collection, 1926) foi a revista Sábado que, na sua última edição, tem como manchete: «Os angolanos que mandam nas maiores empresas de Portugal», outros casos há cujos autores constam de uma listagem feita pelos serviços secretos do MPLA e que é do conhecimento das suas diferentes embaixadas.
O regime de José Eduardo dos Santos tem, no imediato, dois planos para alterar em Portugal estes ataques. Um passa pela entrada ainda mais em força nas empresas de comunicação social onde mandam velhos amigos e parceiros, de modo a branquear o tenebroso regime.

O outro pondera o silenciamento das vozes incómodas…

* O Jornalista

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Começo da campanha para as legislativas de 2012?

Os comentários de Samakuva ocorrem depois dos preços dos combustíveis terem aumentado 50%

UNITA acusa MPLA de ‘perseguição’
Louise Redvers
Correspondente da BBC em Luanda
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Em Angola os dois principais partidos embrenharam-se num aceso duelo político, assinalando o que parece ser o início não oficial da campanha para as legislativas de 2012.

O MPLA, no poder, emitiu na noite de terça-feira um comunicado a acusar a UNITA, na oposição, e o seu líder, Isaías Samakuva, de incitarem à desobediência civil.

Estas acusações derivam de uma entrevista que Samakuva deu à Rádio Despertar, afeita à UNITA, sobre os tumultos em Moçambique – em que considerou que uma situação semelhante poderia ocorrer em Angola porque a pobreza no seu país estava a aumentar.

Os comentários de Samakuva ocorrem depois dos preços dos combustíveis terem aumentado 50 por cento, do encerramento do principal mercado de Luanda, o Roque Santeiro, e da promulgação de uma nova lei sobre a proibição da importação de carros com mais de três anos de uso.

Acusações

O porta-voz do MPLA, Rui Falcão Pinto de Andrade, apelou aos membros do seu partido e a todos os angolanos para que não dessem ouvidos a tais declarações.

“Não podemos cair em atitudes impensadas e irreflectidas por parte de pessoas que nunca fizeram nada por este país”, desferiu.

No fim-de-semana, um jornalista da Rádio Despertar foi morto a tiro em circunstâncias consideradas “suspeitas” pela UNITA.

O partido diz que está também à procura de respostas para uma outra morte a tiro, no mês passado, no Huambo, de uma representante da sua Liga da Mulher Angolana, LIMA.

Numa conferência de imprensa em Luanda, Samakuva acusou esta quinta-feira o Governo angolano “de violações constantes dos direitos humanos direccionadas para a intolerância e para a exclusão social”.

Conta-acusações

Antes, o Ministério angolano da Comunicação Social tinha emitido um comunicado a criticar “a postura da Rádio Despertar pela divulgação de conteúdos informativos que incitam a população a rebelar-se contra as instituições legalmente constituídas e democraticamente eleitas”.

Samakuva reagiu dizendo que o MPLA estava a “tentar desviar as atenções do povo.”

As denúncias do MPLA contra a UNITA seguem-se a vários artigos e editoriais no Jornal de Angola – uma das muitas publicações estatais do país – a acusar pessoas e organizações que criticaram o Governo.

Entre os alvos destes artigos encontra-se o jornalista angolano Rafael Marques, que tem vindo a publicar reportagens controversas a acusar ministros e personalidades próximas do presidente José Eduardo dos Santos de corrupção generalizada.

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Ufa!!!!

ATÉ QUE ENFIM….
DEIXOU DE SE FALAR NO CASO FREEPORT, E NA FACE OCULTA…
AGORA É A CASA PIA…
APRE!… ACHO QUE ESCAPEI…

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