Monthly Archives: Julho 2011

Arqueólogos dizem ter encontrado túmulo de apóstolo de Jesus – São Filipe

Arqueólogos dizem ter encontrado túmulo de apóstolo de Jesus

28.07.2011 – 11:09 Por PÚBLICO

O arqueólogo Francesco d’Andria anunciou ter encontrado na Turquia o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus. A equipa do italiano tem estado em escavações em Pamukkale, oeste da Turquia, e nesta quarta-feira anunciou a descoberta, através da agência turca Anatólia.

“Há 12 anos que tentamos encontrar o túmulo de São Filipe. Finalmente encontrámo-lo entre os escombros de uma igreja que escavávamos há cerca de um mês”, disse Francesco d’Andria, professor de arqueologia e história da arte grega e romana na Universidade de Lecce, na Itália, actualmente a trabalhar neste projecto.

Leia o resto: Público 

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Filed under Arqueologia, , Religião

Deveras decepcionado por VASCO GRAÇA MOURA

Deveras decepcionado

por VASCO GRAÇA MOURA

Diário de Notícias

27-07-2011

O Acordo Ortográfico significa a perversão intolerável da língua portuguesa. Sempre admirei o saber jurídico, a obra académica e a postura cívica do meu amigo Jorge Miranda. Mas não posso concordar com as considerações que ele faz sobre tão sinistro instrumento, no Público de 13.7.2011.

Uma pessoa pode deixar-se embalar por uma concepção tão poética quanto irrealista da pretensa unidade ortográfica (ontológica, mítica, sublimada…) da nossa língua; pode mesmo prestar tributo a um certo darwinismo, em que o facto de o Brasil ter 200 milhões de pessoas seria razão bastante para sacrificar a norma seguida por mais de 50 milhões de outros seres humanos…

Mas o que ninguém pode é passar em claro que o AO leva ao agravamento da divergência e à desmultiplicação das confusões entre as grafias e faz tábua rasa da própria noção de ortografia, ao admitir o caos das chamadas facultatividades. Sobre tudo isso existe, de há muito, abundante material crítico, com destaque para os estudos essenciais, demolidores e, note-se, não contrariados, de António Emiliano.

Ora sendo JM um constitucionalista eminente, é nessa perspectiva que convém interpelá-lo.

O AO não está nem pode estar em vigor. A vigência de uma convenção internacional na nossa ordem interna depende, antes de mais, da sua entrada em vigor na ordem internacional. Terá o AO começado a vigorar no ordenamento internacional quando há Estados subscritores que ainda não o ratificaram, decorridos mais de 20 anos sobre a sua celebração? E esse mesmo facto não inviabilizará o próprio AO, por impossibilidade manifesta do fim que ele se propunha e que era o de alcançar uma “unidade” ortográfica aplicável a todos aqueles Estados?

Por outro lado, e quanto ao chamado segundo protocolo modificativo, que não foi também ratificado por todos os Estados que o subscreveram, poderá a ratificação por três desses Estados sobrepor-se aos ordenamentos constitucionais dos restantes e vinculá-los a todos, levando-os a acatar, por esse expediente trapalhão, algo que eles como Estados soberanos também não ratificaram? Significará isto uma vigência do protocolo na ordem externa, de modo a que ele possa vigorar em Portugal ou aplicam-se ao caso os mesmos princípios que acima referi?

Uma outra ordem de questões prende-se com um pressuposto essencial. O art.º 2.º do AO exige que, antes da sua entrada em vigor, os Estados signatários tomem, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração “de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas”.

Esse vocabulário comum nunca existiu. Não há notícia de que esteja em vias de ser elaborado, nem de encontros de instituições ou órgãos competentes dos oito países de língua portuguesa para tal efeito.

Sendo assim, como é que se pode sustentar a vigência e aplicabilidade do AO?

Por último, está mais do que demonstrado o risco de a língua portuguesa, tal como a falam os mais de 50 milhões de pessoas que não seguem a norma brasileira, vir a ser muito desfigurada, na relação entre grafia e oralidade, em especial no tocante à pronúncia. Vários especialistas se têm referido a isto e, já em 1986, nada menos de 20 colegas de JM, docentes da Universidade Clássica (Faculdade de Letras), sustentaram, entre outras críticas fortes e fundamentadas, que todas as alterações introduzidas num dado sistema gráfico deviam ser equacionadas também em função da relação entre o oral e o escrito, sendo “inaceitável que ajustes ou reformas linguísticas potenciem mudanças linguísticas em sentidos previsíveis ou imprevisíveis”.

Sendo assim, como é que se pode negar a violação dos artigos da Constituição que protegem a língua portuguesa não apenas como factor de identidade nacional mas também enquanto valor cultural em si mesmo, em especial os art.os 9, alíneas e) e f) e 78, alíneas c) e d)?

Ponderando estes e outros aspectos, JM só não poderá ficar “dececionado” com tais aberrações porque “dececionado” é uma grafia criminosa. Mas espero francamente que ele se sinta deveras decepcionado!

Artigo do Diário de Noticias

27-07-2011

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Filed under ACORDO ORTOGRÁFICO

Policia angolana continua a matar impunemente.

Nos dias 16 e 18 do presente mês de Julho foram friamente assassinados os cidadãos Rui Castro André e Jacinto Tchitepo, de 40 e 19 anos de idade, respectivamente, no Município do Cacuaco em Luanda, por elementos da Polícia Nacional. Por coincidência, ambos cidadãos, eram membros do Partido Bloco Democrático, BD.

O levantamento dos factos mostra que as duas perdas de vida eram evitáveis e que os crimes ora cometidos inserem-se na onda de violência policial contra os cidadãos, na falta de educação sobre os métodos de “polícia” e numa ausência completa da consciencialização da integração dos direitos humanos nos hábitos policiais. É também resultado da impunidade que ainda subiste nos crimes cometidos pela Policia Nacional e seus agente que, apesar de ténues indícios de levar certos crimes às barras do Tribunal continua a não impedir que a Polícia e seus agentes ajam sem o mínimo respeito pela vida dos cidadãos.

Leia o resto: Angola24horas.com

 

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Filed under Angola, Cidadania, Direitos Humanos

Primeira imagem da órbita do asteróide Vesta divulgada pela Nasa.

Imagem do asteróide Vesta, feita em 18 de Julho (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Sonda Dawn entrou na órbita do corpo celeste no sábado dia 16.

O asteróide Vesta  é o segundo maior do cinturão entre Marte e Júpiter.

A Nasa divulgou nesta segunda-feira as primeiras imagens do asteróide Vesta desde que a sonda Dawn entrou em sua órbita. A nave atingiu a órbita do corpo celeste no último sábado. Foi a primeira vez que uma sonda entrou na órbita de um asteróide situado no cinturão principal, entre Marte e Júpiter.

Vesta tem aproximadamente 530 km de diâmetro e é o objecto com a segunda maior massa no cinturão de asteróides. Quando Dawn entrou na órbita, estava a aproximadamente 16 mil km do corpo celeste.

“Estamos começando a estudar o que possivelmente é a superfície mais antiga existente no Sistema Solar”, disse Christopher Russell, pesquisador do projecto. “Até agora, as imagens recebidas revelam uma superfície complexa que parece ter preservado alguns dos eventos mais antigos da história de Vesta, assim como revela os ataques que Vesta sofreu ao longo dos tempos”, completou.

Lançada em 2007, Dawn já percorreu cerca de 2,8 biliões de km. Depois de um ano estudando Vesta, a sonda partirá para o planeta anão Ceres, onde se prevê a sua chegada em 2015.

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Filed under Astronomia, Ciência, Espaço

A bordo de um Ford GT40

Um carro mítico dos anos 60.
No circuito da Restinga no Lobito, e em Benguela tive algumas ocasiões de o ver correr.

Ao fim de 40 anos a Ford reedita o mito com elevadas performances, para mais uma vez tentar bater os Ferrari.

 

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Filed under Carros

O Códice Calixtino, ou Codex Calixtinus foi roubado da catedral de Santiago de Compostela

«O Códice Calixtino, ou Codex Calixtinus, um livro do século XII de valor incalculável, desapareceu da Catedral de Santiago de Compostela, em Espanha. O manuscrito estava guardado numa caixa forte no arquivo da catedral e o seu desaparecimento apenas foi reportado esta terça-feira. Este crime já é considerado um dos mais graves cometidos contra o património histórico e artístico.»

Ler no Público.

 

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Filed under Livros

A última crónica

Nada me faltará

por MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

Acho que descobri a política – como amor da cidade e do seu bem – em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos – o Eduardo, a Catarina, a Teresinha – e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais – Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz – como repetiu João Paulo II – “não tenhais medo”. Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

Lei aqui o resto: Diário de Noticias 

Um exemplo de verticalidade.

Uma mulher de olhar doce, frontal e de convicções fortes.

De grande e exemplar humanidade.

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Filed under Portugal