Monthly Archives: Janeiro 2012

Há cada esquecimento!

Olha! Não é que esqueci de declarar ao Tribunal Constitucional esta contazinha!
Também foi um esquecimento de 14 anos. Coisa pouca. Caramba!
Esta vida de deputado é muito stressante.  Não dá para me lembrar de tudo…percebem?

–oOo–

José Lello não declarou conta no BCP no valor de 600 mil euros.

Por: António Sérgio Azenha

José Lello omitiu, durante 14 anos, uma conta num fundo, partilhada com a mulher, com mais de 658 mil euros. A conta foi aberta em 1988, mas o deputado do PS, apesar de estar obrigado a declará-la ao Tribunal Constitucional (TC) desde 1995, apenas o fez quando entregou a declaração de rendimentos relativa ao início de funções de deputado em 2009. Lello justifica a omissão da conta com o desconhecimento da lei.

A declaração de rendimentos do início de funções em 2009 indica que Lello tem “50% da conta conjunta referente a um fundo gerido pelo Private Bank do BCP no valor global de 658 083 euros”. O ano da abertura da conta não é indicado nessa declaração, mas num documento entregue no TC em Agosto de 2011 completa essa informação ao referir que o deputado tem “50% da conta conjunta referente a fundo aberto em 1988 e gerido pelo Private Bank do BCP”. Uma informação confirmada pelo próprio José Lello.

O deputado justifica a omissão da conta de forma simples: “Durante um certo período, não conhecia bem a lei e não sabia que tinha de declarar essa conta.” Foi graças a um técnico do grupo parlamentar do PS que Lello soube que tinha de declarar a conta. E sublinha: “Não tenho nada para esconder.” Quando entregou a declaração do termo de funções no Secretariado do PS, no final de Setembro de 2011, a conta tinha 633 486 euros.

Correio da Manhã

Anúncios

1 Comentário

Filed under Cidadania, Democracia, Política Caseira, Portugal

Um charlatão em Paris!

 

 

 

 

 

 

 

Conheça os passos de José Sócrates em Paris

Desde que abandonou a chefia do Governo, José Sócrates optou por ir estudar Ciência Política em Paris. Conheça os passos do ex-primeiro-ministro no seu retiro na capital francesa. ( Expresso) em 21 Janeiro de 2012

Também era  possível outro título.

Como um charlatão vive em Paris, e como continua a enganar toda a gente.

Quem o conhece bem retrata-o assim:

 A Repeteca   (Leia aqui)

por Manuel Maria Carrilho  no Diário de Noticias

Deixe um comentário

Filed under Política Caseira, Portugal

Olha a censura minha gente!

Este país está em crise profunda, quase em coma, mas mesmo assim não deixa de ser um pais bastante divertido.

No fim-de-semana passado diverti-me com a “boutade” de Cavaco Silva.

Achei graça. Muita graça mesmo. É um homem cheio de piada até…!

Mas ontem, com esta, ri-me até ás lágrimas.

Raquel Freire, diz que foi censurada na RDP. 

Confesso que não conhecia de todo esta personagem.

Revoltado e cheio de curiosidade fui investigar. Não gosto de censura nem de censores!

Depois de alguma pesquisa fui dar a este blog, onde transcreve um “artigo” que apareceu no semanário “Sol”, a 28 de Março de 2009.

“O sexo na Alemanha comunista durava mais tempo e era melhor. As mulheres, como adoptavam as doutrinas feministas, achavam que também tinham que ter orgasmos, que não eram só os homens. Já as mulheres da Alemanha Ocidental faziam um bocado o papel de bonecas insufláveis, como as nossas mães e as nossas avós. Na Alemanha comunista usavam-se métodos contraceptivos e estava muito mais presente a ideia do sexo pelo prazer e não apenas com o objectivo da reprodução”. O comunismo combate a ejaculação precoce? “Provavelmente, mesmo que os homens ejaculassem depressa eram obrigados a continuar a relação e a dar prazer às mulheres”

E já agora aqui também: Raquel Freire, “cineasta obscena” e “pan-sexual“…

Graças a estas pesquisas fiquei a conhecer melhor esta senhora cineasta. Mais vale tarde do que nunca. Fiquei mais rico culturalmente. Bem –  fiquei abismado até com a minha ignorância.  Eu nem sabia o que era “pan-sexual”.

É por esta e por outras que o serviço público em Portugal está como está.

Cada vez com mais falta de qualidade…

Não deixam trabalhar pessoas as pessoas “certas”!  Não é?

Tenho alguma curiosidade em saber como foi o processo de contratação desta senhora para a RDP. E por quem?

Deixe um comentário

Filed under Humor, Política Caseira, Portugal

O acordo (h)ortográfico

10 Janeiro 2012 | 23:30

Bagão Félix 

A língua, escrita ou falada, é a expressão viva da evolução social. Particularmente num mundo sem fronteiras, com novas formas de comunicação e de relação.A língua, escrita ou falada, é a expressão viva da evolução social. Particularmente num mundo sem fronteiras, com novas formas de comunicação e de relação. 

O português – a 5ª língua nativa mais falada – não foge a essa regra.

Mas uma coisa é a absorção de modificações que se vão verificando, outra é a sua imposição por decreto. O Acordo Ortográfico é o produto não de uma evolução natural e impregnada na prática, não de uma necessidade de defesa e promoção linguísticas, mas tão-só a imposição de iluminados, que o Estado avalizou, menosprezando posições diferentes e ignorando a voz do povo soberano.

O Acordo é também uma expressão de submissão às maiorias populacionais. Neste caso, do Brasil. Esquece-se que uma língua se enriquece na diversidade e se empobrece na “unicidade” por forçada via legal. Claro que há sempre prosaicas justificações mercantis (interesses?) em sua defesa e há quem vá ganhar com tudo isto.

Imagina-se o Governo britânico a uniformizar a grafia de vocábulos escritos nos Estados Unidos ou Austrália (v.g. “realise”/”realize”, “center”/”centre” ou “labour”/”labor”)? Ou o castelhano a adaptar, por lei, a escrita de certos vocábulos na Argentina?

Pequeninos geograficamente, teimamos em ser pequeninos patrioticamente. Dizia sabiamente Fernando Pessoa: “A palavra escrita é um elemento cultural, a falada apenas social”.

Adivinhem o que se quer dizer com “não me pelo pelo pelo de quem para para desistir”? Na rejeitada e antiga grafia escreve-se: “não me pélo pelo pêlo de quem pára para desistir ”

Já não nos chegavam os agravos à nossa língua nas tv e textos públicos, eis que os tornam agora obrigatórios. Os “supônhamos” e “houveram” de braço dado com os “suntuosos” e os “contrassensos”.

Enfim, a lógica da batata. Ou da ” (H)ortografia”.

Economista e ex-ministro das Finanças em governo PSD/CDS

Fonte: Jornal de Negócios Online 

 

Deixe um comentário

Filed under ACORDO ORTOGRÁFICO, Portugal

Expedição científica ao largo da costa portuguesa e espanhola

Seis milhões de anos da Terra lidos em lama

Expedição científica ao largo da costa portuguesa e espanhola revela dados sobre alterações climáticas e prováveis depósitos de hidrocarbonetos.

A grande novidade resultante da expedição 339 do IODS (Integrated Ocean Drilling Program, Programa Integrado de Perfuração do Oceano) é que na costa ocidental de Portugal e na zona da baía de Cadiz encontram-se areias a grande profundidade favoráveis à criação de depósitos de hidrocarbonetos, ou seja, petróleo e gás.

“A espessura, extensão e propriedades dessas areias contorníticas torna-as um alvo ideal, em locais onde elas estão soterradas suficientemente fundo para permitir a captura de hidrocarbonetos”, explicou Dorrik Stow, da Universidade Heriot-Watt, da Escócia.

A areia encontrada e recolhida durante a expedição encontra-se “particularmente limpa e bem calibrada e, portanto, muito porosa e permeável. As nossas descobertas podem anunciar uma mudança significativa nos alvos de exploração de hidrocarbonetos no futuro”, rematou.

Fonte Expresso.:  continue lendo ->  

 

 

Deixe um comentário

Filed under Ciência

Protesto na Internet contra as leis anti-pirataria.

Primeira página da Wikipedia americana, hoje

Wikipedia, Google, WordPress, Huffington Post, Boing Boing e muitos outros sites relevantes ou de referência estão hoje em protesto contra a legislação antipirataria que está em discussão nos Estados Unidos. Quem acede às versões inglesa e norte-americana da maior enciclopédia online, a Wikipedia, não encontra mais do que uma página com fundo negro e um texto a explicar os motivos do protesto, que irá durar 24 horas.

Leia aqui no Público

 

Deixe um comentário

Filed under Cidadania, E.U.A, Internet, Liberdade de expressão

O socialismo dos últimos 35 anos

Há artigos que valem a pena destacar, para pensar e reflectir.

Negócios online

_________________________________________

Nas últimas semanas assistimos a críticas violentas às reformas da troika: lei laboral, Educação, Saúde, Arrendamento, Justiça, etc. A ideia é clara: bloquear as mudanças.

Nas últimas semanas assistimos a críticas violentas às reformas da troika: lei laboral, Educação, Saúde, Arrendamento, Justiça, etc. A ideia é clara: bloquear as mudanças. Já se percebeu que este movimento anti-reforma vem dos grupos que mais têm a perder com as mudanças. Mas avancemos um pouco no raciocínio. Quando ouvimos Carvalho da Silva e João Proença vociferar contra as alterações à lei laboral, Mário Nogueira gritar contra a reforma educativa, dirigentes partidários (PSD incluído) recusarem a reforma das autarquias; Mário Soares criticando a redução do peso do Estado (classificando de neoliberal puro um país com défice orçamental de 7,5%…!) a tentação é perguntar: será que não têm razão?

Não, não têm. Basta fazer uma pergunta: qual a política dos últimos 35 anos? Socialismo, puro ou numa versão mitigada (com PSD e CDS no poder). É um absurdo? Parece. Ora veja: a actual lei das rendas mudou pouco desde os anos 70; a orientação da política Educativa é quase igual; a lei laboral é a mesma; a concertação social é igual; a protecção no desemprego é praticamente a mesma, o SNS e a Justiça nem falar

Mas há outro exercício que ajuda a tirar isto a limpo: desde 1977 a despesa do Estado disparou. Naquele ano pesava 28% no PIB, em 1995 chegou a 37% e em 2010 foi de 51,3%. Ou seja, os governos dos últimos 54 anos comungaram do mesmo ideal: a engorda do Estado (por aqui se vê que Soares não tem razão).

É por isso que a retórica anti-reformista impressiona pela negativa. Não mexer naquelas áreas é deixar tudo na mesma; é contribuir para o empobrecimento do país. Não é melhor dar o benefício da dúvida às reformas da troika?

Camilo Lourenço

Deixe um comentário

Filed under Política Caseira, Portugal