Monthly Archives: Outubro 2010

Rotas das armas do Irão para o Hezbollah no Libano


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Filed under Irão, Islão, Libano, Médio-Oriente - Israel

Atentado em Angola à vida do jornalista António Manuel Jojo

Comunicado de imprensa da Radio Despertar referente ao atentado a vida do jornalista Antonio Manuel Jojo, realizador e apresentador do programa NJANDO.


COMUNICADO DE IMPRENSA

A direcção da Rádio despertar vem por esse meio informar que o jornalista António Manuel Jojó, foi vítima de um atentado à sua vida, quando na madrugada do dia 22 de Outubro de 2010 saía do seu local de trabalho dirigindo-se para a sua residência, foi abordado por indivíduos desconhecidos que comentando o seu programa agrediram e esfaquearam no abdómen, deixando-o gravemente ferido.  A direcção da Rádio Despertar manifesta a sua solidariedade para com o jornalista António Manuel Jojó neste momento crítico para a sua saúde, fazendo votos de célere recuperação.  A Rádio Despertar manifesta a sua preocupação pelo estado de insegurança, intimidação e terror a que estão sujeitos os jornalistas. Recorde-se que a menos de dois meses, Alberto Chakussanga, jornalista desta rádio foi barbaramente assassinado em sua residência.   A Rádio Despertar reitera o seu compromisso de informar com rigor e isenção, contribuindo deste modo para uma nação  verdadeiramente democrática e plural.

Luanda, aos 22 de Outubro de 2010

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Ainda hoje de manhã transcrevi um artigo sobre a situação da liberdade de imprensa em Angola denunciada pelos Repórteres sem Fronteiras.

A meio da tarde recebo por mão amiga,  a noticia do atentado do jornalista António Manuel Jojo

Ver aqui o comunicado de imprensa da Rádio Despertar (pdf)

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Angola não gosta de jornalistas.

Angola é o pior país lusófono para o exercício do Jornalismo, revela Repórteres sem fronteiras Apostolado

Angola ocupa o centésimo quarto lugar na nona edição do ranking anual de liberdade de imprensa. A última posição entre os países que falam português mas, considerada aceitável pela Organização Não Governamental, Repórteres Sem Fronteiras.
O recente assassinato do jornalista da “Rádio Despertar” ensombrou esta classificação, segundo a ONG. Entre os 200 países analisados, a Namíbia posiciona-se como o melhor país africano para o exercício do jornalismo, em vigésimo segundo lugar.
Cabo Verde é, por seu lado, o país lusófono que mais respeita a liberdade de imprensa, ocupando o vigésimo sexto lugar.
Seguem-se Portugal (40), Brasil (58), Guiné Bissau (67), Timor Leste (94) e Moçambique (98).
Os dez primeiros países onde é bom ser jornalista, segundo os Repórteres Sem Fronteiras, são a Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Holanda, Suécia, Suiça, Áustria, Nova Zelândia e Estónia.
A Eritreia ( 178º), Coreia do Norte ( 177º), Turcomesitão ( 176º), Irão (175º), Mianmar (174º), Síria (173º), Sudão (172º), China (171º), Iémen (170º) e o Rwanda ( 160º).
Entre as maiores quedas no ranking, destaca-se as Filipinas, pelo massacre de cerca de 30 jornalistas.
20 Oct 2010

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Em memória de Calvet de Magalhães.

Coisas terríveis que acontecem no país dos brandos costumes

 

Encontrando-me em Lisboa a redigir o trabalho que há três anos me propus fazer (as relações entre Portugal e o Sião no período Banguecoque), tenho percorrido os arquivos e bibliotecas da nossa capital para completar investigação em áreas para as quais não possuía ainda massa documental expressiva. Ora, numa das minhas deambulações, passei ali pela Calçada da Tapada, à Ajuda, onde se encontra a antiga Escola Preparatória Francisco de Arruda. Ai estudei no terrível ano de 1974-75. Acabara de chegar de África sem eira e vivia opulentamente com os meus pais e irmãos numa roulloute desse luxuoso resort que dá pelo nome de Parque de Campismo de Monsanto. Era o tempo do ódio à solta, dos “inimigos de classe”, das “lutas” e das “punições exemplares”, da “justiça popular” [executada por burgueses], de pinchagens, palavras de ordem, comícios, reuniões gerais, “saneamentos com justa causa”. Foi um ano alucinante de humilhações e desprezo por nós, “exploradores de africanos”e inimigos do povo. Lembro-me do frio terrível desse inverno, da humidade que doía até aos ossos, da falta de roupa e comida. Sim, importa lembrar tudo isso, pois foi tudo isso que me fez duvidar pela primeira vez da bondade dos homens, dos tonitruantes princípios, dos romantismos revolucionários e demais mentiras de que todas as revoluções dizem representar.
Ao chegar àquela escola, apercebi-me que destoava das outras. Era grande, bem mobilada, confortável até, com as suas salas de aula com aquecimento, laboratórios, oficinas, ginásios, bibliotecas, antiteatros e cantinas verdadeiramente modelares no panorama português. Fora, durante quase duas décadas, um laboratório de metodologia e pedagogia inovadoras e o seu criador, Manuel Calvet de Magalhães, implantara no meio de um bairro popular e operário uma nesga da Suécia. Ali fizera milagres, formando e incutindo nos miúdos de 10 e 11 anos o amor pelas artes, pelo teatro e pelo cinema. A escola possuía uma sala de cinema e tinha um vasto catálogo de filmes formativos e documentários sobre o mundo animal, o meio ambiente, física e química, matemáticas, ciências sociais e história. Uma vez por semana, os alunos eram encaminhados pelos professores para essa sala e assistiam a dois ou três documentários, posto que pedia-se-lhes fizessem redacções sobre aquilo a que haviam assistido. Era uma das preocupações de Calvet de Magalhães: dar voz às crianças, obrigá-las a tomar posição crítica em relação ao mundo, despertar-lhes a curiosidade intelectual. Depois, era também uma escola que tinha aulas de xadrez, música, modelagem e até trabalhos oficinais que facultavam os rudimentos práticos de tudo quanto um homem deve saber fazer: consertar uma tomada, reparar um rádio, coser um botão, encadernar um livro. À entrada da escola, esculpida na pedra eterna, uma citação de Salazar: “a violência é o argumento do incompetente“.
Calvet de Magalhães era salazarista, pois claro, mas um desses salazaristas muito próximos de uma certa social-democracia, como lembrou Renzo De Felice. Acreditava na desigualdade pelo mérito, no aprimoramento pelo trabalho, pela inteligência e pelo estudo, conciliava a ordem com o progresso e estava absolutamente convencido que os indivíduos devem ser guiados à luz. Foi o maior erro do pedagogo, pois os comunistas, então em frenesim de destruição de tudo quanto se lhes pudesse opor resistência, buscavam inimigos inteligentes e não idiotas ultra-conservadores. Calvet não era um desses cinzentões insignificantes que faziam as delícias do imaginário das caricaturas de Abel Manta. Era culto, dono de vontade indomável, um mouro de trabalho, dotado de grande capacidade de realização e liderança. Era, em suma, o pior inimigo do totalitarismo comunista. Pior ainda, era de um patriotismo exaltante e por toda a escola se cruzavam alusões ao passado (aos cientistas e escritores) e se afirmava um optimismo contagiante em relação ao futuro.
Em 1974, uma turbamulta de miseráveis – alguns dos quais haviam sido alimentados à mão pelo pedagogo – instaurou a revolução na Francisco Arruda. Os abaixo-assinados, as reuniões de crítica, a denúncia de colegas, a limpeza das bibliotecas de tudo quanto lembrasse “literatura reaccionária”, as pressões, os jornais de parede precederam o terror. Dizia-se que Calvet era da União Nacional, que fora “denunciante da PIDE”, que era monárquico, “anti-comunista primário”. É claro que o homem nunca fizera política, não tinha lóbi nem funcionava em rede. Era, apenas, um grande profissional da educação e tudo isso deixara de ter valor no Portugal que resvalava para a tirania da rua e do mais desavergonhado trepadorismo, pois nos processos revolucionários surgem sempre os mais impulsivos tarados em busca de sucesso que nunca alcançariam em períodos de normalidade. Havia que matar o inimigo e a partir de Maio de 74, a célula PC iniciou a diabolização do desgraçado. Impediram-no de entrar no seu gabinete da direcção, devassaram-lhe os documentos, cortaram-lhe o telefone, impediram-no de percorrer os corredores da escola que criara, enviaram-lhe centos de cartas anónimas com as mais soezes insinuações e ameaças.Isolado, sob pressão do terror psicológico e da violência física, o mundo de Calvet desagregou-se. Fechou-se na casa de banho, deitou-se na banheira e matou-se. É este o mais acabado testemunho da mentira dessa tal “revolução sem derramemento de sangue”.

in Combustões:

15 OUTUBRO 2010

http://combustoes.blogspot.com/2010/10/coisas-terriveis-que-acontecem-no-pais.html

Obrigado Nuno por ter recordado o grande Professor Calvet de Magalhães.

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O Pateta Alegre e a sua ética republicana!

O perfil ético de Alegre

O fatal Manuel Alegre juntou-se ao não menos fatal Almeida Santos e a mais meia dúzia de “berloques” de esquerda para abrir uma sede. Como não se distingue nem pela inteligência nem pela subtileza, Alegre sugeriu que o Presidente da República anda a “arrebanhar criancinhas” directamente das escolas para agitarem bandeiras nacionais diante dele. Isto revela o “perfil” do Alegre que aí vem – entalado entre um PS “fascizado” que ele não pode hostilizar e um BE arrivista que, de dia, combate o primeiro e à noite se lhe junta para, com Alegre, andarem todos à caça de gambozinos. Estão bem uns para os outros.

Por João Gonçalves

in O Insurgente

 

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Sua Excelência, o execrável!


UM GROSSEIRO PRODUTO DO PS

«Fora a gente sem nome que fez do PS um modo de vida, não há ninguém na política ou no jornalismo que se atreva a justificar o primeiro-ministro, José Sócrates. Não me lembro – excepto em ditadura – de nenhum homem público tão profundamente execrado. O desprezo e a hostilidade variam de tom e pretexto, mas Sócrates conseguiu unir Portugal inteiro contra ele. E não só por causa do PECIII, que infalivelmente nos levará à miséria (embora isso também conte). O que o cidadão comum detesta é a pessoa: a pessoa que ele exibe no Parlamento e no país. E que, se ainda não recebeu ordem de despejo, é porque o PSD e o dr. Cavaco não querem agravar a crise com um vácuo de poder na cena doméstica. Nesta extravagante situação, é curioso relembrar como apareceu (e cresceu) a criatura que nos levou à ruína. Sócrates veio da província com a ambição de fazer carreira. Como educação formal, não foi além de um vaguíssimo diploma de engenheiro, extraído à complacência de uma universidade privada. E, como profissional, não se lhe conhece um currículo respeitável. E, no entanto, “subiu”. “Subiu” sob a protecção de António Guterres, que fez dele deputado, secretário de Estado e, depois, ministro (do Ambiente). Não se percebe o que Guterres viu na criatura. Obediência? Dedicação ao trabalho? Algum jeito para a intriga partidária? Não se sabe. O certo é que Sócrates com certeza o serviu fielmente. E, quando Guterres um belo dia se escapou, Sócrates, que não valia nada, emergiu de repente como um candidato plausível a secretário-geral do PS. Porquê? Por causa da RTP, que o resolveu escolher para um debate semanal com Pedro Santana Lopes. Sócrates “passa” bem na televisão (como é obrigatório num político moderno) e essa presença constante em casa de cada um acabou por o tornar numa espécie de encarnação do PS. O resto correu segundo as normas. Durante a campanha contra Manuel Alegre e João Soares, peritos de publicidade arranjaram maneira de ele não se comprometer com coisa nenhuma (uma técnica também obrigatória) e de mentir no caso de um aperto (sobre impostos, claro). Sócrates ganhou; e ganhou, a seguir, a maioria absoluta. Na noite da vitória não agradeceu ao país, com que nunca no fundo se importou. Agradeceu ao PS, a que devia tudo. E, assim, Portugal recebeu do céu (na verdade, do Largo do Rato) um primeiro-ministro, obscuro e vácuo, que não lhe merecia, em princípio, a menor confiança. Mas, tendo votado nesse grosseiro produto do PS, agora não se deve queixar.»

Vasco Pulido Valente, Público

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