Sócrates derrotou-nos.

Sócrates recusa entrevistas à Renascença

Admitimos que José Sócrates não aceitou o nosso convite, mais uma vez, não por ignorar a importância da audiência da Renascença, mas antes por conhecer bem de mais a qualidade do nosso jornalismo.

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Sócrates derrotou-nos

Além dos factos objectivos , importa destacar um facto, digamos, moral: Sócrates representou um declínio moral da nossa política e do nosso debate público. Dentro da nossa normalidade democrática, nunca houve esta agressividade para com a imprensa , e esta má-educação no parlamento (“manso é a tua tia” é apenas o exemplo máximo) . E o pior é que Sócrates conseguiu que o país começasse a pensar como ele. Assim, ao longo destes anos, a agressividade intolerável perante os jornalistas passou a ser vista como uma “estratégia de marketing político”, como uma “estratégia de comunicação que evita as gaffes e erros”. Ao longo destes anos, a evidente má educação do primeiro-ministro (perante adversários políticos e perante jornalistas) passou a ser vista como um símbolo do “animal político”, o “animal feroz”. “Ele é assim”, ouvi várias vezes. “Não há nada a fazer”, outras tantas vezes. Ou seja, nós aceitámos o inaceitável, porque sim, porque o poder-é-assim-e-não-há-nada-a-fazer. Este relativismo mudou o nome às coisas, e representa a vitória de Sócrates sobre nós, sobre o espaço público.

Leia o resto:   por Henrique Raposo  – 8:19 Sexta feira, 3 de junho de 2011

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Filed under Política Caseira, Portugal

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