A ditadura da depravação

jo.gifJornal Opção

De: 17 a 23 de junho de 2007

Ao promover sexo grupal em banheiro de cinema, o movimento gay confessa que não está lutando contra a intolerância — o que quer é a leniência com a imoralidade
“Dentro do cine Gay Astor, você encontra na parte de baixo filmes hetero, na de cima, os de temática gay. Dentro do dark room e no banheiro, além das famosas pegações, ocorre também sexo de dupla e grupal. Por apenas cinco reais, a diversão vai até as dez da noite. Não esqueça de levar camisinha e gel.”
Léo Mendes, Diário da Manhã
JOSÉ MARIA E SILVA

 

O texto acima não é anúncio pornográfico de classificados de acompanhantes. Trata-se de uma nota jornalística publicada no domingo, 10, na Coluna do Meio, do Diário da Manhã, voltada para o movimento gay e assinada pelo jornalista Liorcino Mendes Pereira Filho (conhecido como Léo Mendes), presidente da Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Goiás. Nesta nota, Liorcino Mendes — que é membro-titular da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde, portanto, está revestido de autoridade pública — faz uma apologia escancarada da depravação. Léo Mendes prega — explicitamente — o sexo grupal entre homossexuais, sem levar em conta que o Diário da Manhã é um jornal aberto a todo tipo de público, inclusive as crianças das famílias que o assinam. Ora, o sexo grupal — em qualquer gênero, mesmo entre homens e mulheres — não pode ser objeto de apologia, a não ser em publicação pornográfica, voltada para um público específico. Qualquer pessoa que usasse um jornal para conclamar casais heterossexuais a praticarem sexo grupal em banheiro de cinema seria, no mínimo, criticada duramente, sem contar que poderia sofrer algum tipo de sanção, como a perda do emprego ou até um processo judicial. Mas os gays estão acima do bem e do mal e — sem que a sociedade se dê conta disso — estão implantando uma verdadeira ditadura no Brasil, que vai descambar em pedofilia e perseguição religiosa.

Nas telenovelas e no discurso oficial do movimento gay, os casais homossexuais formam uma espécie de Sagrada Família do mesmo sexo. Para induzir a sociedade a aceitar a adoção de crianças por casais gays, a mídia vende a idéia de que os casais homossexuais vivem mais harmoniosamente do que os casais normais. Eles formariam pares sensíveis, regados por um amor profundo, verdadeira comunhão de almas que transcende a junção de corpos. Prova disso é que o movimento gay — um dos movimentos especializados na criação de novilínguas orwellianas — já está transmutando novamente o português e quer que os relacionamentos gays sejam chamados de “homoafetivos”, como se o que os diferisse dos demais seres humanos fosse um amor transcendente e não o desejo carnal que sentem por pessoas do mesmo sexo. É óbvio que o amor entre pai e filho, mãe e filha, irmão e irmão, irmã e irmã, amigo e amigo e amiga e amiga são todos “homoafetivos”, uma vez que se constituem do afeto de uma pessoa por alguém do seu próprio sexo. Logo, o que distingue o homossexual de todos eles não é o possível afeto que sente pelo igual, mas o desejo de transar com pessoas do mesmo sexo.

A nota de Léo Mendes é uma prova incontestável de que o movimento gay não deseja apenas a tolerância — ele exige ser tratado com leniência, mesmo quando está sendo apenas criminoso. Foi o que ocorreu, por exemplo, em São Paulo, por ocasião da Parada Gay. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada na edição de 8 de junho, revelou que os organizadores da Parada Gay pretendiam distribuir, entre os participantes do evento, 40 mil exemplares de um panfleto — com logotipo do governo federal — que ensinava como usar drogas, inclusive cocaína. Sobre a maconha, o panfleto dizia: “Faça uma piteira de papel só para você quando for rolar um baseado”. Em relação à cocaína, o panfleto ensinava: “Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro”. Ouvido pela Folha, o delegado Wuppslander Ferreira Neto, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos de São Paulo, classificou o panfleto como “aberração” e afirmou que ele “é um incentivo ao uso de drogas e ao tráfico, que são crimes”.

Pega em flagrante, a organização da Parada Gay decidiu suspender a distribuição do panfleto, mas emitiu uma nota criticando a Folha de S. Paulo por ter divulgado o fato. Mesmo apoiando a decisão dos organizadores da Parada Gay de não distribuir os panfletos, o Ministério da Saúde defendeu a iniciativa de elaborá-lo, alegando que ele se enquadra na política de redução de danos em relação às drogas, implantada pelo próprio ministério. O que é uma falácia. A política de redução de danos só é admissível em ambientes fechados, ou seja, dentro dos grupos que já são viciados e para os quais conselhos para abandonar as drogas já não têm serventia. Usar a linguagem dos viciados num ambiente aberto como a Parada Gay leva a duas hipóteses: ou o panfleto não quer reduzir danos coisa nenhuma e, sim, fazer a apologia das drogas, ou ele não passa de um reconhecimento explícito de que a Parada Gay é um desfile de viciados em sexo e drogas. A nota de Léo Mendes conclamando os gays a fazerem sexo grupal em banheiro público induz qualquer pessoa a pensar que a segunda hipótese tem mais chance de ser verdadeira.

A princípio, a prática de sexo — hetero ou homo, em dupla ou grupal — não é da minha conta nem da conta de nenhum dos leitores. O sexo entre pessoas adultas é uma dimensão da vida privada e cada um deve cuidar do seu. O problema é que as bacanais do movimento gay — propagandeadas por Liorcino Mendes em jornal — são financiadas por todos os brasileiros. Hoje, o movimento gay é uma verdadeira estatal, que chafurda em verbas do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça, entre outros órgãos públicos. Sem contar as bolsas de pesquisas distribuídas pelas universidades públicas para os “estudos de gênero”, que quase sempre não passam de apologia da depravação gay. Hoje, qualquer minúsculo grupo gay brasileiro, de qualquer cidade do país, pode pleitear as fartas verbas municipais, estaduais, federais e internacionais que estão à disposição do movimento, geralmente para promover campanhas de direitos humanos e de prevenção da Aids. O que é um contra-senso: o Ministério da Saúde, há anos, não vem dizendo que os gays deixaram de ser grupo de risco? Então por que os órgãos de saúde financiam as paradas gays em todo o país?

Suponhamos que existisse um remédio que cortasse os efeitos do álcool e que o Ministério da Saúde passasse a distribuí-lo para a população. Suponhamos também que os Alcoólicos Anônimos fossem uma das entidades financiadas pelo Ministério da Saúde para realizar campanhas de prevenção da embriaguês. Faria algum sentido os Álcoolicos Anônimos promoverem festas regadas a bebidas alcoólicas, simplesmente recomendando aos participantes que tomassem o remédio que corta os efeitos do álcool? Obviamente, não. Ainda que não pensasse moralmente, os Alcoólicos Anônimos teriam de pensar economicamente. Promover festas movidas a álcool exigiria mais remédio de controle da embriaguês, o que significaria mais gastos com a compra do remédio por parte do governo.

O jornalista Liorcino Mendes Pereira Filho é membro-titular da Comissão Nacional de Aids, órgão que, entre outras coisas, tem responsabilidade na compra anual de milhões e milhões de camisinhas pelo governo, distribuídas gratuitamente nas escolas, nos postos de saúde e durante o carnaval. Logo, ainda que não seja capaz de pensar moralmente, o jornalista Liorcino Mendes — revestido da autoridade pública que a Comissão Nacional da Aids lhe confere — tem ao menos a obrigação de pensar economicamente. Porque, quanto mais promíscuas forem as pessoas, mais camisinhas serão necessárias — o que significa mais gastos para os cofres públicos, isto é, sangria no bolso do contribuinte. Cada vez que Liorcino Mendes convoca seus colegas do movimento gay para uma orgia em banheiro de cinema, quem paga a conta é o casal decente, que mantém fidelidade mútua e tenta criar os filhos segundo preceitos morais. Num país em que faltam remédios básicos para crianças e idosos, o movimento gay incentiva a promiscuidade total de uns poucos e ainda exige que ela seja financiada pela decência da maioria.

Perseguição religiosa

Uma prova de que o movimento gay não está lutando por tolerância e, sim, exigindo leniência com seus atos imorais é o Projeto de Lei 5.003, de 2001, chamado de “Lei Anti-Homofobia”, de autoria da deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo. Aprovado pelo plenário da Câmara em 28 de novembro do ano passado, o projeto criminaliza praticamente qualquer tipo de crítica aos homossexuais, equiparando-as ao crime de racismo. Com substitutivo final do deputado Luciano Zica, também do PT de São Paulo, a “Lei Anti-Homofobia” — que deverá ser aprovada em caráter definitivo pelo Senado — poderá desencadear uma verdadeira perseguição religiosa no país. Pastores e padres não poderão mais dizer que o homossexualismo é pecado sob pena de serem acusados de “homofobia”.

Aliás, é o que já está acontecendo na prática. Em Rancho Queimado, um município com apenas 2.842 habitantes, em Santa Catarina, o pastor Ademir Kreutzfeld, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, está sendo acusado de homofobia. Em novembro de 2006, o jornal O Tropeiro, de Rancho Queimado, publicou uma matéria especial em que procura mostrar o homossexualismo como algo natural. Tão natural, segundo a matéria, que seria comum nas sociedades antigas e nas culturas indígenas. Usando seus direitos de consumidor e de líder religioso, o pastor Ademir Kreutzfeld ligou para comerciantes locais, questionando o patrocínio para aquele tipo de reportagem.

Os comerciantes ficaram escandalizados com a matéria e retiraram os anúncios. O responsável pelo jornal, um ativista gay de Santa Catarina, transformou uma democrática disputa entre grupos de pressão da sociedade — muito comum em qualquer país desenvolvido — num caso de “homofobia”. Ele deu queixa contra o pastor numa delegacia, e o delegado, em vez de informar que a Lei Anti-Homofobia ainda não foi aprovada, aceitou a queixa, intimando o pastor, que teve de se explicar. E o pastor está sendo processado.

Enquanto isso, por ocasião da visita do Papa ao Brasil, o Grupo Gay da Bahia, liderado pelo antropólogo Luiz Mott, queimou fotos de Bento XVI, numa clara incitação à violência física. E o que é mais grave — queimou as fotos do Papa justamente na porta da Catedral da Sé, em Salvador, numa óbvia invasão da propriedade alheia. Um pastor não pode pedir — pacificamente — que um comerciante deixe de patrocinar um jornal gay, mas os gays podem invadir um templo e queimar — violentamente — a foto de um religioso. Ou seja, antes mesmo de aprovada a Lei Anti-Homofobia, já estamos sob a égide da ditadura gay. (José Maria e Silva)
Jornal Opção

De: 17 a 23 de junho de 2007

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