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Textos e Documentos sobre a Hitória de Angola

Amnistia International quer julgamento para raptores de Cassule e Kamulingue

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A Amnistia Internacional (AI) exige das autoridades angolanas uma explicação em relação à notícia de que os activistas de Isaías Cassule e Alves Kamulingue teriam sido raptados e mortos por elementos da segurança do estado.
Amnisita Internacional quer tribunal para raptores de Kamulingue e Cassule -
Isaías Cassule e Alves Kamulingue desapareceram em Maio do ano passado quando organizavam uma manifestação anti-governamental.
O portal Club K disse recentemente que o Ministério do Interior “responsabilizou o desaparecimento dos dois activistas a uma operação movida por elementos da delegação de Luanda dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, SINSE”.
Um relatório sobre o assunto teria sido entregue ao presidente dos Santos e elementos da delegação de Luanda dos Serviços de Inteligência e Segurança do estado teriam já sido presos.
Mariza Castro coordenadora da campanha da Amnistia Internacional contra o desaparecimento de Kassule e Kamulingue, disse à Voz da América que ao ser verdade a notícia, a sua organização deverá obrigar a responsabilização criminal de Sebastião Martins, director nacional do SISE.
“ Nós vamos pedir que as pessoas responsáveis destes assassinatos devem ser punidas, devem ser trazidas perante um tribunal,” disse a pesquisadora da Amnistia Internacional, acrescentando que “ também devem ser responsabilizados os superiores destes agentes”.
“Não é possível que os agentes de segurança actuem duma maneira que os seus superiores não tenham conhecimento,” disse.
Aquela responsável da Amnistia Internacional revelou que desde o desaparecimento dos dois activistas em Maio do ano passado que, a sua organização e grupo de trabalho da ONU sobre desperecimentos forçados têm solicitado ao governo angolano uma explicação sobre o padeiro dos mesmos , mas nunca tiveram resposta.

Mariza Castro disse que a sua organização ainda não contactou o governo angolano em função desta ultima noticia, sublinhando que Amnistia Internacional irá instar as autoridades angolanas através de conversações directas e também através de outros governos assim como a ONU, para pressionarem o governo de Angola a dar uma explicação e actuar com base na lei.
A Amnistia Internacional também irá apelar as autoridades angolanas a indemnizarem os familiares dos activistas.
“ Vamos pedir também que estas pessoas digam onde estão os corpos, o que fizeram com os corpos para que as famílias possam enterrar os seus seres queridos.«,” acrescentou.
Segundo o Club k , depois de mortos, os cadáveres dos dois activistas foram atirados no rio Dande, no Bengo, numa área onde habitam jacarés que os terão devorados.

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O futuro presidente de Angola é o próprio filho do Presidente

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Histórico do MPLA revela que “O futuro presidente de Angola é o próprio filho do Presidente”

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Práticas da Polícia Angolana

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Agentes encontrados mortos podem ter sido abatidos pela própria polícia

As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações postas a circular em Luanda, aventando que os três agentes da polícia nacional recentemente encontrados sem vida, no município do Cacuaco, em Luanda, poderão ter sido abatidos por operativos da chamada “baixa visibilidade”.

Nas referidas informações alude-se que a execução dos mesmos terá sido calculada no sentido de se atribuir a autoria do crime a UNITA, para causar sentimentos de rejeição/revolta contra esta força política que tem aquele município como praça eleitoral.

A referida versão, aparentemente originaria de meios  policiais “opostos as tais práticas” tem sido tomada em consideração tendo em conta que os profissionais da ordem pública têm a capacidade de identificar quando um crime é praticado por marginais ou por eles próprios.

Em razão do qual, tem-se encarado sustento na referida tese, devido a particularidades da característica do assassinato, mas também no comportamento mediático das autoridades. Os três agentes terão sido mortos quando eram cerca das 3.30 horas do primeiro dia de Junho.

Logo após o aparecimento dos cadáveres, a polícia nacional, sem ter feito alguma investigação declarou que se tratou de um acto protagonizado por “marginais”. Poucos dias depois, redefiniram os seus discursos alegando que foi um acto protagonizado por “elementos não identificados, que continuam em fuga”.

O discurso da polícia foi igualmente revestido de referências e chamadas de atenção a UNITA, como sendo “irresponsável”. (O principal partido da oposição em Angola acusou a polícia de ter morto dois dirigentes seus 24 horas depois de ter se registado o assassinato dos polícias).

De acordo com conhecimento, de situações policiais, em situações naturais, a investigação criminal recorrendo a métodos avançados teria já apresentado publicamente os autores dos crimes e a respectiva explicação do que terá acontecido com os três agentes encontrados mortos.

Há igualmente conhecimento de uma segunda versão, de consistência evasivas, insinuando que um dos agentes estaria com dívidas e que encarou à morte por efeito de uma retaliação que atingiu acidentalmente os outros dois colegas.

Porém, no sentido de se atenuar a tese de que os três agentes foram mortos pela própria polícia para atribuir culpas a UNITA, há recomendações de meios habilitados desafiando a corporação a apresentar exames balísticos para esclarecer se as balas disparadas naquela noite terão ou não saído de uma arma do uso exclusivo da polícia nacional.

Em conformidade com a história, há países com a mesma característica autoritária ao do regime angolano que optam por tais práticas desde o século passado. Alexander Litvinenko, um ex-espião russo contou em livro que na década de 90, os serviços secretos russos colocaram uma bomba num edifício de três andares nos arredores de Moscovo que provocou a morte dos seus habitantes.

Mais tarde as autoridades, segundo o denunciante, atribuíram a autoria do crime a militantes da Tchetchênia. Logo a seguir, os populares em Moscovo passaram a sentir um sentimento de ódio contra os tchetchenos levando muitos jovens a se oferecem autoridades para ingressarem no exercito a fim de se vingar dos mesmos.

Episódio semelhantes viriam aconteceram em Angola. Em 1975, o MPLA retirou corações de cadáveres na morgue do Hospital de Luanda (actualmente Américo Boavida) e colocou-os nas instalações da FNLA, tendo de seguida apresentando na televisão como evidência de que este partido comia pessoas. Logo a seguir, a população de Luanda revoltou-se contra a FNLA, escorraçando-os da cidade.

Já em 1992, como forma de se evitar a realização das segundas voltas das eleições presidências em Angola (que tinha como concorrente Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi), as autoridades deram armas as população e lançaram o rumor de que a UNITA iria fazer guerra para tomar o poder.

Em reacção, as FAA e polícias foram orientadas a vestirem se de civil, fazendo-se passar de população acabando por expulsar de Luanda a direcção da UNITA. O vice-presidente deste partido e altos dirigentes que estavam a negociar com o governo a segunda volta das primeiras eleições gerais em Angola, foram mortos pelo regime.

“Os agentes da Polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes!” – Isaías Samakuva.

Nos dias de hoje sempre que se a próxima as eleições, as autoridades recorrem à mesma prática e usam discursos belicistas apontado a UNITA como fazedor da guerra.

No passado dia 7 de Junho, discursando a margem do velório de dois malogrados dirigentes da UNITA, Filipe e Mamuko, mortos pela polícia no Kikolo, o líder desta formação, Isaías Samakuva, teria alertado a cerca de um suposto plano do regime para se “arranjar desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder”.

“Vamos manter a paz! Vamos manter a paz! Manifestemos a NOSSA REPULSA, a nossa total INDIGNAÇÃO contra estes hediondos crimes. Digamos aos inimigos da paz que o povo angolano já não cairá na sua ratoeira. Não haverá mais lutas entre angolanos. Não haverá mais Sextas-Feiras sangrentas. Não haverá mais 27 de Maios, nem Cuitos Kwanavales. Não cairemos mais nesta ratoeira!” alertou.

Segundo o político “os inimigos da paz estão identificados. São meia dúzia de pessoas que querem lançar outra vez o país na confusão! Querem lançar os angolanos uns contra os outros. Querem arranjar uma desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder.”

“Vamos respeitar a polícia, porque os agentes da polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes. A luta do povo não é contra a polícia, nem contra os agentes da ordem pública. A luta do povo é contra o crime, contra a corrupção, contra a ditadura!”, apontou.

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27 de Maio 1977 por William Tonet

Agostinho

27 de Maio 1977: Supressão de Agostinho Neto tinha antecedentes ” diz William Tonet

Notícias 
Escrito por Redação
Segunda, 27 Maio 2013 08:38

No período em torno de 27 de Maio de 1977, o jornalista angolano William Tonet trabalhava no gabinete de Nito Alves, então Ministro da Administração Interna, e acompanhou a perseguição aos “fraccionistas”.

Hoje, William Tonet é um dos poucos jornalistas que escreve sobre o 27 de maio em Angola. A DW África falou com ele e começou por abordar os antecedentes.

DW África: O que aconteceu, por exemplo, com Matias Miguéis, então vice-presidente que havia abandonado o MPLA por dissidências, tendo-se filiado na FNLA [a Frente Nacional de Libertação de Angola] em 1965?

William Tonet (WT): Naturalmente, não foi pacífica a chegada do presidente Agostinho Neto ao MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola]. Por aquilo que se conhece da nossa história, enquanto movimento de libertação, o MPLA era, de facto, no ano [de 1960] um movimento congregador e que tinha uma direção mais ou menos colegial, portanto, com a chegada de Agostinho Neto, que foi convidado para liderar o movimento, é o início de uma série de dissidências: Agostinho Neto, em vez de se constituir como elemento congregador, foi um elemento divisor.

É com Agostinho Neto que surgem os grandes movimentos de dissidências. Tivemos, de facto, o caso horripilante do vice-presidente Matias Miguéis.

Ora, nós sabemos que Agostinho Neto foi preso nas condições em que foi preso, ele não havia sido torturado como ele veio a torturar aquele que foi vice-presidente [Matias Miguéis] e que mais se bateu para a sua libertação das mãos do jogo colonial português. Matias Miguéis, por ordens expressas de Agostinho Neto foi preso, enterrado vivo com a cabeça de fora cerca de 48 horas. Depois disso, não resistiu.

E era humilhado, uns [urinavam-lhe] na cabeça, outros cuspiam, outros pontapeavam, [algo] que até o próprio colonialismo não havia feito a angolanos que tinham um dedo de testa. E um exemplo é o próprio Agostinho Neto.

DW África: O que aconteceu com a chamada revolta de leste, um grupo de guerrilheiros do MPLA do leste de Angola que não concordou com a política da ala de Agostinho Neto?

WT: É preciso esclarecer que, no MPLA, nós nunca tivemos uma revolta do leste. Tivemos esse movimento de 65, depois tivemos um outro movimento em 66, em que houve uma queimada de pessoas acusadas de feitiçaria e que [supostamente] estavam a tentar derrubar o presidente Agostinho Neto em Brazzavile [República do Congo]: à cabeça temos o comandante Paganini, mas houve um movimento que é a “rebelião da jibóia”, comandada por Katuwe Mitwe, que foi uma reivindicação de guerrilheiros.

Ora, quem foi fazer o inquérito na frente leste foi o então outro vice-presidente, Daniel Júlio Chipenda e, chegado lá, ao abordar o comandante Katuwe Mitwe e a direção, perguntou se aquilo era mesmo uma rebelião – porque rebelião [acontece quando] alguém que se confronta de fora para dentro – e se eles achavam ainda que eram do MPLA e que reivindicavam apenas uma determinada situação. E a maioria das pessoas disse que, de facto, se tratava de uma revolta.

Já havendo revolta ativa, por analogia, sugeriu-se que, em vez de ser a rebelião da jibóia – porque afinal era uma reivindicação face a determinadas políticas da direção, até porque era no leste – ficasse revolta do leste. Portanto, foi uma sugestão então avançada pelo vice-presidente que foi o coordenador da comissão de inquérito sobre a rebelião da jibóia.

DW África: Muitos dos protagonistas do 27 de maio eram militares da chamada Primeira Região Militar. O que diz sobre os que lutaram contra o colonialismo português em Luanda?

WT: É preciso distinguir que não eram só militares que integravam o movimento contestatário. O MPLA configurou-se como um partido, um movimento que englobava e respeitava várias tendências. Mas depois começou a ter um cariz muito mais ditatorial, de abafamento. Basta ver que o comandante Nito Alves – que era uma pessoa [até das mais comprometidas] com a ideologia comunista – batia-se por algumas situações que estavam muito próximas de Agostinho Neto. Ora, foi graças a uma estratégia do comandante Nito Alves que o presidente Agostinho Neto não perdeu completamente a direção do MPLA.

Portanto, se houver honestidade política e intelectual das pessoas, e um dia que a história do MPLA [seja] feita despida de paixões, veremos que o primeiro presidente democraticamente eleito na história do MPLA foi Daniel Júlio Chipenda no Congresso de Lusaka. Então, no próprio movimento do 27 de maio, tínhamos o comandante Nito Alves, mas temos logo a secundar o Zé Van Dúnem. O Zé Van Dúnem é da luta clandestina, não provém verdadeiramente da guerrilha, era um preso político de S. Nicolau, a Sita Valles também, portanto nós temos um conjunto de gente que não eram elementos da guerrilha.

O que se pretendia era que houvesse uma clarificação ideológica, não é possível que um movimento de libertação que vinha lutando contra o colonialismo português, que falava contra o imperialismo norte-americano, que depois de 1974, o presidente Agostinho Neto tivesse ido para o Canadá negociar a manutenção dos americanos da Chevron nas plataformas petrolíferas, quando o principal [financiador] de então do MPLA eram os soviéticos e os soviéticos também eram uma potência em petróleo. Isto aconteceu, porque houve necessidade de alguns questionarem o rigor e a precisão da nossa corrente ideológica. O que é que iríamos seguir de facto? A esquerda comunista ou centro esquerda ou o liberalismo? E isso Neto não chegou a clarificar.

DW África: Falemos de Nito Alves. Qual era o modelo do poder popular que Nito Alves defendeu? Alguns investigadores dizem que o poder popular foi considerado uma ameaça a Agostinho Neto.

WT: É preciso repor a verdade histórica: o pai da criança não é Nito Alves. O próprio movimento tinha isso como elemento aglutinador e congregador das vontades para a luta de libertação. Basta [vermos as vezes em que a expressão "poder popular" foi usada] pelo próprio presidente Agostinho Neto. Se o poder reside no povo, era preciso que o povo estivesse presente em todos os atos.

Por outro lado, a materialização dessa orientação foi expressa numa resolução do próprio Conselho da Revolução e da própria direção do MPLA. O MPLA realizou eleições democráticas para os órgãos do poder local, poder popular local, portanto comissões populares eleitas. Ora, não podia haver uma expressão tão profunda, mas os atos serem distintos.

Se isso preocupava? Preocupava, porque, ao mesmo tempo que se prendia a expressão, as pessoas gostariam de continuar a nomear responsáveis eleitos pelas populações das comissões de bairro, dos municípios e aí [começaram] as contradições, porque alguns achavam que, pelo facto de terem vindo da mata, poderiam imediatamente ser responsáveis.

Aliás, quando se parou esse movimento de pendor comunista, nós vimos o que aconteceu. Nada mais evoluiu, porque pessoas que não estavam identificadas com as regiões, com os bairros, começaram a ser nomeadas e é o descalabro que ainda hoje nós vamos conhecendo.

BIOGRAFIA de Nito Alves

Com base na obra de Nito Alves, ” Memória da Longa Resistência Popular”, editada pela África Editora em 1976, procura-se traçar aqui o perfil do Guerrilheiro, do Poeta e sobretudo do Revolucionário.

Acreditando que a Revolução podia ser comparada a uma monstruosa elevação feita de vertentes escarpadas e difíceis de transpor e que só os fortes e persistentes a poderiam escalar, Nito Alves, fiel ao heróico Povo Angolano, aos guerrilheiros e a todos os colegas de armas e sofrimento, abatidos durante a guerra, seguiu o seu exemplo até às últimas consequências possíveis da sua opção política.

A 23 de Julho de 1945, na aldeia do Piri, concelho dos Dembos (actual província do Kuanza Norte ) nasceu em Angola, Alves Bernardo Baptista, filho de Bernardo Baptista Panzo e de Maria João Paulo.

Teve uma infância e adolescência, profundamente marcadas pela agressão e hostilidades permanentes de condicionalismos sociais e políticos que o rodeavam e comprimiam, frutos malditos do colonialismo opressor que mantinha ferozmente dominada a sua pátria e o seu povo.

Falando um dia de si afirmou:

«A minha infância é comum à de todas as crianças na minha dura condição de jovem, numa aldeia sem luz eléctrica, nem água canalizada, nem um mínimo de requisitos.»

«A minha instrução primária foi toda ela feita na Escola Rural da Missão Evangélica do piri.»

«Tinha eu treze anos de idade, quando comecei a sentir em mim um sentimento de revolta consciente contra o colono e que hoje explico fundamentalmente por quatro fenómenos que recordo com nitidez, pois marcaram-me profundamente:»

E que acontecimentos influenciaram então decisivamente este jovem de 13 anos?

O facto de um Missionário protestante, obrigar os alunos a ir nas férias para a roça dos colonos colher café.

O cenário de sangue que frequentemente se desenrolava ante os seus olhos em que mulheres e homens-contratados eram forçados a colher café nas plantações cafeícolas da então Sousa Leal, do alemão Kay.

O da visão que este jovem tinha do drama do ajudante negro que passava em cima da camioneta do colono, sempre de cabelo enevoado de poeira.

O facto de ter sido reprovado no exame da terceira classe e de ouvir a justificação do padre católico que presidia ao júri: «ele sabe aritmética, fez bom ditado, boa cópia, um desenho regular, mas tem de reprovar porque é protestante e não sabe a Ave-Maria!»

«Concluída a instrução primária em 1960, parte para Luanda onde seu pai conseguiu matriculá-lo…Ganha uma bolsa de estudo e parte para o Quéssua, Malange, onde faz o segundo ano liceal. Regressado a Luanda, frequenta o Colégio da Casa das Beiras…»

Nito Alves nunca esqueceu a Directora daquele Colégio, Olívia de Oliveira Martins Conde, que terá contribuído decisivamente para que ele terminasse o 2º ano do ensino liceal.

«Em 1966 começa a trabalhar na Direcção Geral da Fazenda e Contabilidade, em Luanda, tentando simultaneamente prosseguir os estudos, no curso nocturno do 6º ano do então chamado Liceu salvador Correia. Entretanto, vinha desenvolvendo desde 1965 intensas actividades políticas clandestinas que acabaram por o tornar alvo das atenções da PIDE.

Muitos dos seus camaradas são presos e enviados para o terrível campo de S. Nicolau. Nito Alves, porém, no próprio dia em que iria ser preso (6 de Outubro de 1966), consegue escapar-se às garras daquela sinistra polícia.»

«Alves Bernardo Baptista e Lima Pombalino Martins (Tadeu )…,chegam à Primeira Região Político Militar do MPLA no dia 9 de Outubro de 1966»

«Sob o comando de um então já bem conhecido comandante militar, Jacob Alves Caetano, cuja lenda corre todo o norte de Angola como o grande Comandante Monstro Imortal…, instala-se na área do esquadrão Cienfuegos e anima-se toda a região.»

«Intenso e duro treino de guerrilhas aguarda o jovem Alves Bernardo Baptista: todo o ano de 1967 é o teste de sangue e fogo em que presta brilhantes provas. Em 1968 com a chegada de parte dos sobreviventes do Esquadrão Kamy, Nito Alves é chamado para a direcção do CIR. Até 1971 mergulha a fundo no estudo do Marxismo-Leninismo, como autodidacta que a própria luta quotidiana vai caldeando em permanente apuramento.»

«O ano de 1973 findava carregado e negro de perspectivas para os homens da Primeira Região. O cerco de ferro e de fogo do colonialismo agónico, apertava-se sobre a Primeira Região Militar», e foi contado assim:

«Guerra sem frente, nem retaguarda / «faltaram as munições» / «Vieram os “Flechas”», os “G.es” e “T.es” / «fizeram tiros na noite e na madrugada/ e mataram, mataram, assassinaram, assassinaram». E «vieram as doenças inimagináveis» e o monstro da fome com o seu cortejo de mortes». Porém, «O Povo não se rendeu». Na Primeira Região Militar de Angola, no mais aceso e desesperado cerco de ferro e fogo que o colonialismo cada vez mais ia apertando, «esgotaram-se todas as leis da guerrilha e toda a inteligência militar», reúnem-se os responsáveis político militares …

Memória da Longa Resistência Popular

Nestes excertos do seu livro, faz-se referência a um dos momentos mais decisivos da luta da 1ª Região Político Militar. Esse momento em, que reunidos os mais velhos, se encarou a hipótese de parar a luta pelas dificuldades inultrapassáveis face à pressão do exército colonial, da FNLA e ao isolamento a que esta região militar estava votada pela impossibilidade de receber apoios da Direcção do MPLA no exterior.

No entanto, esse isolamento era também na altura a realidade de todo o MPLA, que esteve mesmo em vias de ser esmagado no exterior de Angola, pela pressão de muitos estados Africanos contra a direcção de Agostinho Neto.

Nito Alves teve neste contexto, em meados de Janeiro de 1974, um papel decisivo quando foi designado pelos mais velhos para ir a Luanda clandestinamente em busca de apoios e para estudar hipóteses de lançar a guerrilha urbana. Fê-lo juntamente com o seu velho companheiro de aventura e guerrilha o camarada Adão. Sabe-se que muitas portas se lhes fecharam quando se anunciaram aos contactos de ligação que existiam.

Ficaram por se saber alguns desses nomes que bateram as portas, no entanto dois nomes ficaram na história de um encontro, o de Albertino Almeida e do Dr. Macmahon Vitória Pereira. Estes receberam e apoiaram Nito Alves que no seu regresso levou à 1ª Região as boas novas que por lá soaram como um sopro de esperança de uma reviravolta eminente em Portugal. Cerrou-se então fileiras entre os combatentes para resistir por todos os meios ao desânimo que se apoderava de todos.

Nito Alves

No rescaldo dos dias posteriores ao chamado “ Golpe de Estado “, Nito Alves terá fugido para a sua região de origem, a célebre I Região Político Militar do MPLA, aonde acabou por ser apresentado à televisão como supostamente capturado pelas populações locais.

A confirmar-se a hipótese de ter sido feita uma montagem da sua captura, tal confirmaria a hipótese apontada por muitos de se ter ele próprio vindo entregar a Luanda a fim de evitar mais mortes.

Sabe-se também que depois de preso, foi selvaticamente torturado e humilhado. Recentemente, houve o testemunho de um militar de nome João Kandada, a residir em Espanha, que assumiu o ónus de o ter fuzilado sob ordens de Iko, Onambwe e Carlos Jorge, estando ainda a assistir Ludy Kissassunda Veloso e outros.

Este confesso assassino diz ter cometido tal crime a mando da chefia da DISA, reconhecendo ainda que corpo do lendário comandante da I Região Político Militar, foi posteriormente atirado ao mar com pesos para se afundar.

Confessou também na mesma entrevista, publicada no jornal “folha 8” de 26 de Maio de 2001, que a célebre ambulância com os heróis carbonizados, teria feito parte do plano para diabolizar os apoiantes de Nito Alves tendo sido o mesmo concebido e executado por pessoas da DISA.

O mistério da sua morte, obscurece-se com o passar dos anos, em que os dirigentes ainda vivos, silenciando as suas vozes se mostraram até agora incapazes de confessar os hediondos crimes, pretendendo ocultar às gerações futuras factos históricos relevantes da Nação Angolana. Sabe-se também, que a título póstumo, Nito Alves terá recentemente sido promovido de Major a Brigadeiro.

Nito Alves disse um dia: « Os que fazem a História nem sempre podem escrevê-la»

Veja: Rádio Cultura Angolana

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Angola – Campeão Mundial de Preços Pesados

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Terça-feira, 30 Abril 2013 - 11:19 am · 11:19 AM

Investigadora da Human Rights Watch agredida em Luanda

Quatro jornalistas, entre os quais o conhecido activista e investigador Rafael Marques foram levados para a Unidade Operativa de Luanda da Polícia Nacional

Por Alexandre Neto | Luanda

Ler aqui: Voz da América

  • Veja mais:
  1. Veja aqui imagens da repressão em Angola : Policia do MPLA 
  2. Violência policial contra manifestação anti-Eduardo dos Santos
  3. Os Rostos da Repressão em Angola
  4. Cumplicidade Assassina

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Rafael Marques

Rafael Marques é um jornalista angolano corajoso. Considero-o um grande angolano, apesar das ameaças decidiu apresentar queixa contra dirigentes do regime angolano ou seja do MPLA.

Pode ler aqui um recente e interessante trabalho de investigação que vai ao centro da questão: «Presidência da República: O Epicentro da Corrupção em Angola»

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O CD proibido pelo MPLA …escuta!​

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Músico e compositor André Mingas morreu.

músico e compositor André Mingas, um dos artistas da geração de ouro da música angolana, morreu ontem de cancro no Brasil, onde estava radicado.

Era cônsul de Angola em São Paulo.

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Angola – Kopelipa e Manuel Vicente – Os vendedores de casas sociais

Kopelipa e Manuel Vicente – Os vendedores de casas sociais

By On setembro 26, 2011 · 3 Comments
Rafael Marques de Morais
Desde Julho passado, milhares de cidadãos angolanos residentes em Luanda têm desesperadamente envidado esforços para adquirirem apartamentos sociais no Kilamba. Os preços praticados pela empresa encarregada das vendas, a Delta Imobiliária, variam entre US $125 mil e US $200 mil por apartamento. Esses valores especulativos e aparentemente incompreensíveis para um projecto social do Estado, bem como a revelação dos nomes dos sócios da Delta Imobiliária, configuram mais um escândalo de corrupção.

Ler tudo: Maka Angola

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Policia angolana continua a matar impunemente.

Nos dias 16 e 18 do presente mês de Julho foram friamente assassinados os cidadãos Rui Castro André e Jacinto Tchitepo, de 40 e 19 anos de idade, respectivamente, no Município do Cacuaco em Luanda, por elementos da Polícia Nacional. Por coincidência, ambos cidadãos, eram membros do Partido Bloco Democrático, BD.

O levantamento dos factos mostra que as duas perdas de vida eram evitáveis e que os crimes ora cometidos inserem-se na onda de violência policial contra os cidadãos, na falta de educação sobre os métodos de “polícia” e numa ausência completa da consciencialização da integração dos direitos humanos nos hábitos policiais. É também resultado da impunidade que ainda subiste nos crimes cometidos pela Policia Nacional e seus agente que, apesar de ténues indícios de levar certos crimes às barras do Tribunal continua a não impedir que a Polícia e seus agentes ajam sem o mínimo respeito pela vida dos cidadãos.

Leia o resto: Angola24horas.com

 

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Controlar a Internet é um acto de afronta contra a liberdade de expressão.

O regime angolano prepara-se para vigiar e  restringir a Internet aos seus cidadãos.

Com a desculpa da criminalidade informática, Luanda cria leis pesadas sobre a livre opinião na Internet.  Mais um passo da ditadura do MPLA no controle da informação.

A Assembleia Nacional aprovou sexta-feira a Lei de Combate à Criminalidade no Domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação e dos Serviços da Sociedade de Informação.

Fonte: Jornal de Angola


Na opinião de

Fernando Vumby

Fórum Livre Opinião & justiça

Controlar a Internet é um acto de afronta contra a liberdade de expressão, sobretudo quando a intenção é substituir a força da verdade, pela verdade da força.

E principalmente quando este controle é feito por um regime totalitário, corrupto sem credibilidade, e que suas intenções foram sempre, o absurdo de querer substituir a força da verdade pela verdade da força.

A Internet é sem duvidas o grande medo dos regimes pouco transparente como o angolano, que tem sempre algo a esconder. Ela também se mostra cada vez mais, uma arma poderosa, talvez até mesmo, as mais poderosas de todas nos tempos que correm.

As informações são transmitidas e rolam, com uma velocidade galopante espantosa, muitas vezes sem filtragem nem censura. Aumentando desta forma as dores de cabeça aos tiranos, e corruptos que vivem excessivamente preocupados em esconder o que vão roubando aos seus povos e país.

Na Internet a informação é incomparável a qualquer outro meio de comunicação de serviço sujo, de regimes corruptos e ditatoriais como o angolano. É indiscutível também a força que ela possui na actualidade, para mobilizar milhões de angolanos, num abrir e fechar de olhos em prol da mesma causa. Porém, como todas as armas poderosas, tem também seus pontos negativos, uma delas é quando utilizada de forma antipatriótica.

Como foi, por exemplo, o caso da mobilização para (a marcha da vergonha) organizada pelo regime no poder, que jamais confessará quais foram as suas intenções. É verdade que existem outras consequências alienadoras que a Internet e redes sociais, podem causar principalmente aos jovens.

Que a tratam como uma necessidade básica para suas vidas, tornando-a mais importante por vezes, que os próprios pais ou a família. Por isso, é preciso muito cuidado com este pau de dois bicos, e cada um deve saber definir quando é necessário ou não, utilizá-la.

Nunca os ladrões ficaram tão preocupados, desde que a Internet apareceu como o tira – temas e desmancha-prazeres. É só ver que, hoje em tempo real se sabe, quando e quanto já roubou, um Kopilipa, Vicente, Nando e outros, incluindo o próprio presidente da republica, por exemplo?

Por mais que, procuram cada vez menos dar nas vistas, ou iludir o povo com obras de plástico e esferovite. Mesmo fabricando leis, para barrar o acesso à ela, ou desencorajar os fracos, a Internet veio definitivamente para ficar disto podem ter a certeza. E mais do que isto, veio para influenciar hábitos, pessoas, mercados, nações e até mesmo o mundo.

Só os ladrões, como alguns que temos no governo é que não gostam da Internet, fingem não gostar, ou se calhar prefere roubar, do que perderem tempo enfrente à um bicho-de-sete-cabeças, para uns?

Nos dias de hoje todo grande líder, usa a Internet por razões de vária ordem, e até mesmo para se comunicar com o povo que diz liderar. Graças a ela temos conseguido falar, com pessoas que em outras situações, não seríamos capaz ou fácil, dada a ocupação e responsabilidade nacional que alguns têm. Então não é bom em questões de segundo, formularmos perguntas aos nossos amigos, conhecidos, irmãos do governo ou não, e termos algumas respostas com rapidez e em tempo real?

Graças a ela hoje temos os contactos mais directos, se consegue tirar certas dúvidas de forma imediata, e até mesmo de se descobrirem amigos de infância, que muitas vezes pensamos estarem mortos ou desaparecidos. (Aproveito agradecer ao governante que respondeu via Internet, a minha preocupação sobre duas pessoas amigas ligadas ao regime). Como o senhor viu sem este meio se calhar, nem saberia que afinal ainda vivo, e com grande preocupação pelo silêncio das pessoas que pensava estarem mortas.

O meu muito obrigado, julgo não ser preciso focar seu nome, ele sabe quem é. A Internet meteu de certa forma a rádio e a TV no bolso, hoje não sendo tanto usada como antigamente. Como é usado hoje por exemplo: MSM , ORKUT ,HI5, TWITTER , BLOGS , GMAIL E FACEBOOK entre outros tantos ?

Sem falar com a Internet é importante nas informações de nossos objectivos, que temos e desejamos saber. A Internet acaba por ser uma boa ferramenta isto é, se for bem utilizada. O uso de redes sociais pode ser usado também no processo educativo ampliando a comunicação entre alunos e professores.

Conheço tanta gente que graças à Internet conseguiram concluir cursos, aprender línguas, enquanto outros conseguiram mesmo materializar vários sonhos. Quebrando desta forma certas barreiras impostas por regimes autoritários como o nosso, e acelerando o processo de aprendizagem.

Também serve para conhecer outras pessoas e outros lugares, sem ser preciso um visto de entrada ou saída, nem estar sujeito aos caprichos de certas autoridades. Imaginem uma pessoa como eu, por exemplo, que vivo fora de Angola quase 30 anos, sem a Internet como me comunicaria com tantos amigos e conhecidos que tenho naquele país?

Onde é quase tudo filtrado, ao ponto dos nossos contactos interpessoais com familiares, amigos e conhecidos se terem tornado num livro aberto?

Como disse essa máquina de comunicação também tem o seu lado ruim, e muitos crimes são associados à Internet, como por exemplo; difamação de pessoas. Que muitos mal conhecem, ao ponto de as baptizarem com outros nomes – (Quem lê os absurdos nos comentários online sabem do que me refiro).

Difamação de lugares, culturas e pais, além de divulgar diversos tipos de preconceitos e complexos. Agora uma coisa não podemos esquecer é da ajuda e importância, que a Internet está a dar para se derrubar ou estremecer regimes ditatoriais como o nosso.

Essa nova lei vai obrigar as pessoas a manterem a covardia do anonimato em Angola. Pois enquanto as pessoas não poderem opinar livremente, vão arranjando outras formas de matar a pulga e não é difícil como o regime deve estar a pensar.



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Secreta ameaça FOLHA8 de morte e impede a sua publicação.

Secreta ameaça FOLHA8 de morte e impede a sua publicação. As nossas vidas correm perigo, a qualquer momento.

Luanda, Angola. MPLA REIMPLANTA O TERROR DO 27 DE MAIO.

Veja: Rádio Cultura Angolana

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Juventude De Luanda Decidida Em Sair À Rua Para Exigir Liberdade De Expressão

Juventude De Luanda Decidida Em Sair À Rua Para Exigir Liberdade De Expressão

Lisboa – De acordo com um anuncio que corre nos correios eletrônicos, um grupo de jovens em Luanda escreveu uma carta ao governador de Luanda, José Maria Santos informando que  vão concentrar-se as 13h do dia 2 de Abril no largo da Independência para uma manifestação pacifica destinada a exigir a liberdade de expressão em Angola.

Fonte: Club-k.net

“Esta manifestação é  pacífica e apartidária e está de acordo com a lei, já que foi devidamente comunicada ao Governo Provincial de Luanda no dia 24 de Março, como pode ser visto no documento abaixo. De acordo com a lei 16/91, o GPL teria 24 horas para proibí-la mediante uma justificação por escrito, caso contrário está automaticamente legalizada.” Dizem os promotores da iniciativa numa manifesto cujo teor se segue na integra.

Via: Club-k.net


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Brigadeiro Mata Frakuzx -Esclarecimentos

Depois das ideias que se criaram em torno da sua personalidade, Brigadeiro Mata Frakuxz vem ao público mais uma vez para fazer alguns esclarecimentos sobre a sua intervenção e envolvimento em torno dos acontecimentos referentes aos dias 27 de Fevereiro e 7 de Março respectivamente.

 

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Mpla-Jes; caiu a màscara!..

LIBERDADE é uma coisa única, se não a tem no seu todo, não és (verdadeiramente) livre. – Martin Luther King

Finalmente estamos vendo claramente, o que sempre foi e o que é o MPLA-JES, um partido de bandoleiros, não cumpridores da lei (estatuída por eles próprios) e DITATORIAL, caiu o verniz da democracia na qual se acobertava e de ‘paladinos’ da justiça, os ultra nacionalistas, dia 5 de Março (registem essa data) arreganharam a dentuça vampírica abrindo desmedidamente as suas goelas (ainda) sedentas de sangue inocente, e trovejaram para o povo ‘coisas aterrorizantes e aterradoras’ que antes se esforçavam (embora a muito custo) por ocultar, sob o manto escarlate de uma blasfémica e extremamente corrupta promiscuidade, num esforço inútil e ridículo de manter a máscara hórrida na face horripilantemente cínica e descarada; DITADURA nua e crua.

Foram ‘eles’ que ‘construíram’ orgulhosamente sós a actual carta magna do País, espalmaram os direitos elementares do Povo, e gritaram ou melhor berraram a todos os pulmões; “Angola tem a constituição mais democrática e moderna de África e quiçá do mundo”, pagaram a peso de ouro ‘bocas de aluguer’ nacional e estrangeiro, para tecerem as mais diversas considerações (claro a favor da constituição, e do MPLA-JES) abonatórias da chamada democracia em Angola e do regime ‘em serviço’ os políticos corruptos e no desemprego em Portugal, fizeram uma vergonhosa passarela por Luanda, tecendo os mais destrambelhados cheios de bajulice elogios e nojentos a favor do MPLA-JES, ‘eles’ atropelavam-se na ‘fila’ oferecendo os seus serviços de mercenário político pelo mais baixo preço. Os jornais ou melhor a imprensa caudilhista com o JA a cabeça do bajulador comissário Ribeiro ou Justino Justo, fizeram sebento coro.

A realidade daqui para frente será abertamente ao bom estilo Estalinista, as prisões vão multiplicar-se, os assassínios impunes (começaram com a Claudeth de Andrade aos 6 de Março, – em pleno Março mulher – as 20h30 o rosto feminino da marcha programada para o dia seguinte. Nenhuma organização feminina repudiou ou condenou tal acto selvagem…Que barbaridade!) vão triplicar, e a arrogância mais desmedida será fatidicamente o “tom nosso-de-cada-dia”.

O Hulk de serviço permanente o BB, deu o mote de partida; Vigilância! (vão desenterrar as BPV de triste memória, bem como as célebres comissão popular de bairro), para TODOS vigiarem TODOS, os serviços secretos vão cadenciar a ‘dança da bufaria’ patriótica, milhões de USD vão ser desviados do erário público, para manter a cadência. Os vários órgãos dos serviços secretos nacionais, são totalmente partidário e a favor de um único homem; JES. A Segurança Nacional, entende-se por segurança do MPLA-JES, os demais que se danem, “não são Patriotas”.

A justiça é totalmente partidária, Julgamentos são efectuados na ausência de advogados legalmente constituídos pelos arguidos, desrespeitando os mais elementares preceitos de justiça, (nem na era colonial tal aconteceu) os cidadãos são condenados com bases em leis já caducas e legalmente ultrapassadas.

A polícia e as FAA que se diz ser apartidária e o garante das liberdades democráticas dos cidadãos, mostraram ser instrumentos dóceis nas ‘mãos’ (leia-se; a serviço) do MPLA-JES, cidadãos são presos ou detidos para serem aconselhados (?!) nas esquadras policiais, presumíveis vitimas de agressão (por parte de militantes do MPLA-JES) são antecipadamente presos, para que não sejam agredidos pelos ‘bons cidadãos e acatadores das leis’ (?!), cidadãos que militam em partidos da chamada oposição, são presos pelo simples facto de hastearem bandeiras de seus partidos em locais de residência ou nas sedes partidárias locais, qualquer tipo de manifestação esta proibida (conhecem alguma manifestação mais pacifica, do que a chamada greve de fome?!).

Jornalistas e líderes cívicos são abertamente ameaçados de morte, quem ousar pensar diferente é imediatamente preso e torturado, em suma é o TERROR de Maio e da sexta-feira sangrenta de volta a ‘vivo e a cores’. Insistem em fazer a interpretação da lei de acordo a sua côr partidária, persistem em afirmarem que as manifestações necessitam de autorizações antecipadas (mesmo depois da interpretação correcta do digníssimo presidente do TC), e ameaçam todos aqueles que ‘tomarem’ partido da chamada oposição ou contra os ideais do MPLA-JES, apelida-os cidadãos “não Patriotas e não acatadores da lei e desordeiros/arruaceiros”.

A polícia é utilizada abertamente como instrumento de intimidação, os serviços secretos voltaram a fazer o papel ‘pidesco’ ao bom estilo da Gestapo e da STASI.

Tudo isso porque? Porque o povo decidiu manifestar e reclamar por mais LIBERDADE, menos corrupção e melhor governação por parte dos que receberam (?!) o mandato para efectuarem a gestão da ‘coisa pública’ em benefício de TODOS.

MPLA-JES entende que tal ‘ousadia’ por parte da população é ilegal, porque JES é o garante da estabilidade nacional, e o MPLA-JES o Partido-nação, não pode ser questionado. Face a esta possibilidade de direito por parte dos cidadãos, o MPLA-JES responde com violência e arrogância desmedida, porque tal reacção da parte de um partido que diz ter conquistado nas urnas 82% dos votos de eleitores de Angola?

Os 82% dos votos das eleições de 2008 foram autenticamente fraudulentas, assim como foram as de Mubarack com 86%, por isso a razão do medo aliás do pavor, da manifestação popular independente dos “18%” que não votaram no MPLA-JES, porque no final das contas provavelmente o resultado foi inverso.

Sem meter a foice na seara alheia mas já metendo, é sintomático de que todos regimes que estão sendo contestados pela ‘fúria popular’ são regimes com mais de três dezenas de anos de poder, e que ganharam varias eleições (todas as eleições, tão logo ‘eles’ se ‘entrincheiraram’ “no cadeirão”) com maioria esmagadora, ora se assim foi porque esta maioria esmagadora não os ‘puniu’ nas urnas, porque tiveram que sair a rua?.. provavelmente o fizeram, mas a FRAUDE tratou de ocultar ‘tal verdade’ isto é a punição ou derrota.

Por isso ‘eles’ (MPLA-JES) nunca se ‘importaram’ em ‘produzirem’ mais ou melhor qualidade de vida para o povo, antes pelo contrario tomaram medidas, para aumentar desmedidamente os níveis da corrupção, da fraude, da arrogância e prepotência coarctando até os níveis mais baixo a qualidade de vida das populações, estas não vivem sobrevivem alias rastejam na mais completa mendicância, humilhação e condições sub-humanas, jamais vista no planeta, Angola localiza-se entre os Países do mundo com péssima governação, entre os Países do Mundo cujas populações vivem na maior e dolorosa miséria, neste capitulo Angola está no mesmo grupo que o Bangladesh, Haiti e Somália.

Angola é dos pouquíssimos Países do mundo que a pobreza e a miséria descem na mesma velocidade que ‘sobe’ os rendimentos da economia, tais rendimentos beneficiam apenas meia dúzia de indivíduos ligados umbilicalmente ao poder isto é a corrupção endémica.

MPLA-JES e o seu Patrono, não são diferentes dos partidos que dirigiram os Países da África do norte e arredores, que foram abalados pelo tsunami da revolução de Jasmim, e o que é mais constrangedor é que o MPLA-JES não colhe lições valiosas das causas de tal tsunami, (eles dizem Angola não é Egipto, outro disse; “…importar realidades alheias”, em Angola TODOS os cidadãos são Patriotas porque adoram JES, é caso para dizer ESTES TIPOS NUNCA APRENDEM, porque Angola é Líbia, a acção de Gaddafi contra o seu próprio povo encoraja JES e capangas.

E já começaram a marcar a cadência, o “factor” guerra, foi irresponsavelmente desenterrado e astuciosamente manipulado e requintado até ao mais ínfimo pormenor, diabolizaram até ao extremo, um dos partidos políticos e parceiro (?!) na consecução da PAZ. Apelaram cinicamente as populações para não se deixarem ‘arrastar’ NOVAMENTE para a senda da guerra, e maliciosamente acrescentaram; “tal como no passado”.

Um navio que atracou no Lobito, com armas ou munições a bordo para o governo do Kénia, foi bombasticamente tecelado apontando claramente para a UNITA, mesmo depois do governo do Kenia ter oficialmente ‘reclamado’ o seu ‘produto’, tudo isso sem nunca os falcões do MPLA-JES e toda a equipa de ‘heróis-patriotas’ virem ao público para esclarecerem as ‘coisas’ a favor da verdade e emitirem um pedido oficial de desculpas, porque este tipo de comportamento cívico e ordeiro, não faz parte da cartilha dos ‘tipos’, e quanto a verdade nunca o disseram, “porque quando eles fazem uso da mentira, fazem uso do que é natural deles”.

Tramam prisões de certos indivíduos que ‘eles’ acham ser os ‘mentores’ o ‘combustível’ das manifestações popular, esquecem-se de que tal como na Tunísia e arredores, os populares não planificaram tais manifestações, nem tiveram rostos visíveis e muito menos líderes, estes (os ‘tais’ rostos visíveis, os políticos e lideres) surgiram depois, muito depois da acção popular, ‘empurrados’ por um único motivo; BASTA DE CORRUPÇÃO, má governação e outras bestialidades (dês)governativa.

Decididamente estes tipos nunca aprendem!

“…Nós Não temos medo. Nós não temos medo. NÒS NÃO TEMOS MEDO HOJE. Bem no fundo do meu coração, eu acredito; nós ultrapassaremos algum dia”. – Extracto do hino dos escravos dos EUA.

Nguituka Salomão

Angola24horas.com

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Angolatitan adamastor, o primeiro dinossauro angolano.

Angolatitan adamastor, o primeiro dinossauro angolano, mostra que em África perduraram formas relíquias de saurópodes

Uma nova espécie de dinossauro saurópode, designada por Angolatitan adamastor, representa a descoberta do primeiro dinossauro em Angola sendo, na África subsaariana, uma das poucas ocorrências de dinossauros saurópodes desta idade geológica. Este animal herbívoro de cerca de 13 metros de comprimento viveu há aproximadamente 90 milhões de anos atrás, numa idade geológica chamada Cretácico Superior, quando Angola era bastante diferente do que é hoje.

Ler mais: Gazeta de Luanda


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O Piloto Angolano Ricardo Teixeira Está na Fórmula 1

O Piloto Angolano Ricardo Teixeira Está na Fórmula 1

Angolano Ricardo Teixeira confirmado como piloto de testes da Lotus

Temos um Angolano na Fórmula 1
Parabéns e boa sorte!

 

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Assim vai a democracia em Angola.

Jornalistas do “Novo Jornal” e rapper foram libertados

Angola: pouca adesão ao protesto contra Eduardo dos Santos

07.03.2011 – 10:31 Por Ana Machado

[...]

Pedro Beirão revela um certo clima de agitação na cidade de Luanda: “As pessoas comentam muito. Não me lembro de ver tanta gente a comentar em muitos anos. E há medo”.

Leia tudo: in Público

 

 

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O medo paira sobre Luanda.

Detenções em Luanda horas antes da manifestação anti-Governo

Cerca de 20 pessoas, entre eles um músico e jornalistas do Novo Jornal, foram esta madrugada detidas pela polícia em Luanda quando se concentravam na praça 1. de maio para uma manifestação anti-Governo.

O “rapper” angolano “brigadeiro Mata Frakus” e toda a equipa do Novo Jornal estão detidos no Comando Provincial de Luanda desde o início desta madrugada, segundo o portal electrónico Angola 24horas.

O Movimento para a Paz e a Democracia em Angola (MPDA) exigiu, através de um comunicado, a “libertação urgente e incondicional” dos detidos.

“Exigimos que ‘Brigadeiro Mata Fakus’ e toda a equipa do Novo jornal, nomeadamente Ana Margoso, Pedro Cardoso, Afonso Francisco e Idalio Kandé, sejam postos em liberdade antes da realização das manifestações”, refere o MPDA em comunicado ao alertar que, “caso contrário, vai tomar medidas repressivas que poderão pôr fim a diplomacia angolana no exterior”.

“O MPDA poderá proceder à convocação de uma marcha geral nos próximos dias, caso o governo corrupto não aja dentro do prazo e dentro da lei estabelecida naquela república das bananas”, acrescentou.

Ao condenar a “política de intolerância e de violação dos direitos humanos levada a cabo pelo regime ditatorial” e as “prisões arbitrárias, extrajudiciárias e todo o tipo de acção de intimidação e humilhação contra as populações angolanas”, o MPDA reiterou o apelo à população angolana a participar na manifestação convocada para hoje.

“O MPDA faz apelo às massas angolanas que, no interior e no exterior, enfrentam com bravura, coragem, determinação patriótica e heroísmo, para reiterarem o apoio aos nossos irmãos e irmãs vítimas do regime ditatorial dirigido pelo José Eduardo dos Santos”, realça o comunicado.

“Pedimos sobretudo à diáspora angolana, na Europa, nos Estados Unidos, Brasil, África do sul e na Ásia, para redobrar as suas reivindicações e acções junto da comunidade internacional para exigir a libertação urgente e incondicional dos nossos irmãos e irmãs”, acrescentou.

O MPDA considera “justas e necessárias” as manifestações dos angolanos para a “liberdade e salvaguarda da soberania da nação (angolana), desde que aquelas estejam dentro da lei e sejam aprovadas em unanimidade pelo partido da situação”.

A manifestação vai decorrer apesar das detenções, disse o coordenador do protesto citado por aquele portal.

O protesto anti-governamental, convocado anonimamente através das redes sociais, SMS e em vários sitos da Internet, está marcado para hoje em Luanda, embora responsáveis do MPLA já tenham garantido que o protesto não se vai realizar.

À Lusa, Dias Chilola, um dos organizadores, afirmou no domingo que as pessoas vão sair as ruas para se manifestarem de “forma pacífica e em liberdade”, apesar dos discursos “intimidatórios e demagógicos” que dirigentes do MPLA e governantes proferiram nos últimos dias. Discursos que, segundo angolano de 45 anos, residente em Lisboa, “já não pegam”.

“Queremos viver a democracia, mas também que a democracia chegue a nós. Que as pessoas escolhidas nos expliquem quais os passos que estão a dar no sentido de melhorar essa democracia. E é por isso que vamos marchar”, afirmou Chilola, salientando que a manifestação é “um direito democrático”.

O anúncio da manifestação levou o Governo angolano a tomar medidas para minimizar a contestação por parte das forças armadas e polícia, designadamente o pagamento de salários em atraso, envio de alimentos em falta há seis meses para casa de militares e promoção de outros oficiais.

in Sapo.pt

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BRIGADEIRO MATA FRAKUZX – DIA 7 DE MARÇO

TUDO ACONTECEU NO SHOW DE BOB DA RAGE SENSE NO CÍNE ATLÂNTICO EM LUANDA…

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Chegou a hora de Angola também mudar.

Está convocada, ou pelo menos idealizada, uma manifestação em Angola para o dia 7 de Março. A ideia é mostrar ao dono do país, José Eduardo dos Santos, que mesmo de barriga vazia os angolanos continuam a ter cabeça, continuam a saber pensar.

Via Alto Hama

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A Nova Revolução Do Povo Angolano

A manifestação anti-governamental

em Angola vai começar às zero horas

na segunda-feira, dia 7 de Março de

2011, de Cabinda a Cunene.

______________________________________________________

A NOSSA PETIÇÃO

O povo angolano exige:

1 – A saída imediata do Presidente ditador José Eduardo dos Santos, seus ministros e companheiros;

2 – A formação de uma nova ordem política, social e económica;

3 – A re-implementação das Eleições Presidenciais periódicas em nossa Constituição;

4 - A implementação de uma democracia social, que deve ter o interesse do povo angolano de coração;

5 - A formação de um novo governo com os interesses do povo angolano de coração;

6 – O estabelecimento de um sistema de administração pública transparente e responsável de todos os recursos de Angola;

7 – A priorização dos cidadãos angolanos sobre os benefícios e reconstrução social de Angola.

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Quem não acredita no MPLA?

A UNITA diz que o MPLA está a utilizar a violência (prisões, agressões, mortes) contra os seus simpatizantes. O MPLA desmente e diz que é tudo encenação e desespero do Galo Negro. Como é óbvio, eu acreito no MPLA pelas razões que a seguir apresento.

O MPLA tem razão, desde logo porque, por exemplo, os cabindas são terroristas, tanto quanto foram os timorenses que lutaram contra o domínio colonial e ocupacional da Indonésia; tanto quanto os milhares de mortos do 27 de Maio de 1977.

Aliás, todo o mundo sabe que durante a guerra civil o MPLA só usava armas inteligentes (já para não falar dos seus militares) que distinguiam os alvos: se fossem militares… acertavam, se não fossem… desviavam. Já as da UNITA matavam tudo quanto aparecesse pela frente.

Todos sabem também que se o MPLA praticou algum tipo de terrorismo, era inequivocamente um terrorismo bom. O que se passou no dia 27 de Maio de 1977 (40 mil mortos) e até agora é prova disso.

Aliás, o terrorismo é qualificado em função do número de vítimas e de os seus dirigentes serem, ou não, primeiros-ministros ou presidentes. Por ser responsável por três mil desaparecidos, Augusto Pinochet e o seu governo são uns monstros. Já por ter morto Nito Alves e apenas mais 39 999 compatriotas, o MPLA é um exemplo para a humanidade.

Sabe-se agora que no massacre de Luanda que visou o aniquilamento da UNITA e cidadãos Ovimbundus e Bakongos, e que se saldou no assassinato de 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili, foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o massacre do Pica-Pau em que no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o facto de mais de 40.000 angolanos terem sido torturados e assassinados em todo o país, depois dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos terem sido fuzilados publicamente nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda… foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de no dia 29 de Setembro de 1991 ter sido assassinado, em Malange, o secretário Provincial da UNITA Lourenço Pedro Makanga, a que se seguiram muitos outros na mesma cidade foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de em Junho de 1994, a aviação ter bombardeado e destruido a Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, a aviação ter bombardeado indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis, foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de entre Abril de 1997 e Outubro de 1998, na extensão da Administração ao abrigo do protocolo de Lusaka, terem sido assassinados mais de 1.200 responsáveis e dirigentes dos órgãos de Base da UNITA em todo o país… foi tudo obra da UNITA.

Por isto tudo, quem não acredita no MPLA?

in Alto Hama

 

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Vista aérea da cidade do Lobito em 1974

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Apesar da “modernidade” da Cidade de Luanda…

Apesar da “modernidade” da Cidade de Luanda…as chuvas continuam a fazer grandes estragos.

18 Novembro 2010

Tempestade em Luanda Faz Vitimas Mortais

Cinco mortos, ruas submersas, carros soterrados e queda de árvores, fazem parte do balanço provisório das ocorrências registadas ontem, em Luanda, em consequência das chuvas que caíram com forte intensidade ao princípio da tarde e duraram cerca de quatro horas com grande intensidade.

O comandante provincial dos Bombeiros, Tito Manuel, disse que as vítimas mortais foram provocadas pelo desmoronamento de uma casa. Uma outra vítima foi electrocutada.

Os desastres mortais aconteceram nos municípios da Samba e do Cazenga.

Há muito que não chovia tanto na cidade capital. Foram mais de três horas de chuva intensa o que paralisou o trânsito e provocou graves perturbações nas actividades económicas. Já depois de parar a chuva, o trânsito continuou paralisado nas principais vias de circulação. A Avenida Deolinda Rodrigues, Eixo Viário, Via Expressa Luanda-Viana, Estrada da Samba, Avenida Marginal estiveram completamente paralisadas.

Na Rua Kima Kienda, na Boavista, um deslizamento de terras provocou danos em dezenas de viaturas e interrompeu e criou grandes constrangimentos na circulação rodoviária. Entre os automobilistas a paciência estava no limite, mas de nada adiantou procurar vias alternativas.

Todos os municípios de Luanda foram gravemente afectados pelas chuvas. Ruas cortadas ao trânsito, casas inundadas e a actividade económica paralisada.

O Caminho-de-Ferro de Luanda também sofreu danos. Uma derrocada na passagem de nível da Cipal, provocou a interrupção na circulação dos comboios o entre as estações dos Muceques e da Textang. Até à hora do fecho desta edição a circulação ainda não estava restabelecida. Os bombeiros estão a acorrer a pedidos de socorro devido às inundações.

Adalberto Ceita/Jornal de Angola

 

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Atentado em Angola à vida do jornalista António Manuel Jojo

Comunicado de imprensa da Radio Despertar referente ao atentado a vida do jornalista Antonio Manuel Jojo, realizador e apresentador do programa NJANDO.


COMUNICADO DE IMPRENSA

A direcção da Rádio despertar vem por esse meio informar que o jornalista António Manuel Jojó, foi vítima de um atentado à sua vida, quando na madrugada do dia 22 de Outubro de 2010 saía do seu local de trabalho dirigindo-se para a sua residência, foi abordado por indivíduos desconhecidos que comentando o seu programa agrediram e esfaquearam no abdómen, deixando-o gravemente ferido.  A direcção da Rádio Despertar manifesta a sua solidariedade para com o jornalista António Manuel Jojó neste momento crítico para a sua saúde, fazendo votos de célere recuperação.  A Rádio Despertar manifesta a sua preocupação pelo estado de insegurança, intimidação e terror a que estão sujeitos os jornalistas. Recorde-se que a menos de dois meses, Alberto Chakussanga, jornalista desta rádio foi barbaramente assassinado em sua residência.   A Rádio Despertar reitera o seu compromisso de informar com rigor e isenção, contribuindo deste modo para uma nação  verdadeiramente democrática e plural.

Luanda, aos 22 de Outubro de 2010

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Ainda hoje de manhã transcrevi um artigo sobre a situação da liberdade de imprensa em Angola denunciada pelos Repórteres sem Fronteiras.

A meio da tarde recebo por mão amiga,  a noticia do atentado do jornalista António Manuel Jojo

Ver aqui o comunicado de imprensa da Rádio Despertar (pdf)

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Angola não gosta de jornalistas.

Angola é o pior país lusófono para o exercício do Jornalismo, revela Repórteres sem fronteiras Apostolado

Angola ocupa o centésimo quarto lugar na nona edição do ranking anual de liberdade de imprensa. A última posição entre os países que falam português mas, considerada aceitável pela Organização Não Governamental, Repórteres Sem Fronteiras.
O recente assassinato do jornalista da “Rádio Despertar” ensombrou esta classificação, segundo a ONG. Entre os 200 países analisados, a Namíbia posiciona-se como o melhor país africano para o exercício do jornalismo, em vigésimo segundo lugar.
Cabo Verde é, por seu lado, o país lusófono que mais respeita a liberdade de imprensa, ocupando o vigésimo sexto lugar.
Seguem-se Portugal (40), Brasil (58), Guiné Bissau (67), Timor Leste (94) e Moçambique (98).
Os dez primeiros países onde é bom ser jornalista, segundo os Repórteres Sem Fronteiras, são a Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Holanda, Suécia, Suiça, Áustria, Nova Zelândia e Estónia.
A Eritreia ( 178º), Coreia do Norte ( 177º), Turcomesitão ( 176º), Irão (175º), Mianmar (174º), Síria (173º), Sudão (172º), China (171º), Iémen (170º) e o Rwanda ( 160º).
Entre as maiores quedas no ranking, destaca-se as Filipinas, pelo massacre de cerca de 30 jornalistas.
20 Oct 2010

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MPLA rapta português Jorge Manuel dos Santos Oliveira.

Rapto de português Jorge Manuel dos Santos Oliveira em S. Tomé

26-09-2010 21:37

Luanda

Presidente da República informado sobre extradição ilegal

Luanda – O Presidente da República de  Angola, José Eduardo dos Santos, foi informado da detenção e saída ilegal de São Tomé e Princípe para Angola do cidadão português Jorge Manuel dos Santos Oliveira, a fim de ser submetido a um processo judicial por alegada fraude a uma empresa de direito angolano.

Uma nota da casa Civil do Presidente da República a que a ANGOP teve acesso hoje, domingo, em Luanda, indica que “Não existindo um acordo de extradição entre os dois países e não tendo havido autorização judicial de qualquer autoridade competente de S. Tomé e Princípe, o referido processo de extradição foi considerado irregular e ilegal”.

Em consequência dessa constatação e do facto de o Ministério do Interior ter reconhecido o grave erro em que incorreu, o respectivo ministro será exonerado das suas funções.

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A Presidência de São Tomé e Príncipe e um grupo de advogados, bem como o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, têm estado a desenvolver uma campanha de denúncia contra a postura expansionista e “invasora” dos agentes policiais de Angola, que no final do ano passado, realizaram uma operação relâmpago, considerada de “sequestro” de um cidadão português que se encontrava legalmente no arquipélago, violando dessa forma a soberania de um Estado e o Direito Internacional.

O clima de tensão entre os presidentes Fradique de Menezes de São Tomé e Príncipe e José Eduardo dos Santos de Angola, poderá não diminuir, para lá do cinismo político, muito pela pressão e denúncia de advogados são-tomenses, pela forma como o empresário Jorge Manuel dos Santos Oliveira, foi “sequestrado” por agentes da Polícia angolana naquele país da CPLP.

“Um país sério e democrático deve respeitar a soberania e as instituições dos outros países, por mais pequenos que sejam, como é o nosso caso, sob pena de ficar patente que Angola é uma ditadura expansionista, cuja matriz é a desestabilização e invasão de outros Estados soberanos, que não tenham a mesma capacidade militar que a sua”, denunciou ao F8, o advogado de São Tome, A. Manuel António.

Este “desabafo – denúncia” surge numa altura em que Angola assume a presidência da CPLP e se fala do seu empenho em enviar uma força militar de estabilização e organização das forças armadas guineenses.

“A cultura dos angolanos é arrogante, militarista e ainda ligada a uma visão de guerrilheiros comunistas, pois para eles não contam os governos dos outros países, mas os seus amigos dos antigos movimentos de libertação, logo, não têm uma visão de Estado. Por isso, financiaram o MLSTP nas últimas eleições, mas apesar dos milhões de dólares de Angola e de Eduardo dos Santos, os seus aliados perderam redondamente, porque o nosso povo julgou e condenou essa arrogância e interferência do partido MPLA, já há muito tempo a desgastar-se no poder em Luanda”, disse a nossa fonte.

Tudo isso, na sequência de aventuras económico-financeiras já de si rocambolescas, entre Mello Xavier e um dos seus mais importantes quadros superiores, Jorge dos Santos de Oliveira, num desentendimento que trouxe à praça pública a lavagem de muitas engenharias, qual delas a mais danosa e dolosa, contra os interesses do Estado angolano.

“O rapto do Jorge Oliveira visa tentar esconder o envolvimento de altas figuras angolanas em negócios sujos, realizados com o senhor deputado do MPLA, Melo Xavier. Como se pode entender, que este senhor tenha vendido ao Ministério do Interior camiões Kamaz da Rússia, avaliados já com a comissão em 12 milhões de dólares, mas não se sabe como aumentaram o seu valor em 100%, emitindo uma factura de 24 milhões de dólares, que foram pagos e que são do conhecimento do Jorge”, disse um dos causídicos que o defende.

Verdade ou não, o que é certo é que o seu antigo boss angolano, indignadíssimo, acabou por o impugnar, “não junto às barras dos tribunais, por vias lícitas, mas optando por silenciar o homem pela força da manipulação, para assim esconder os segredos que ele detém sobre um enriquecimento ilícito e “esquemático”, que lesou gravemente os cofres do Estado angolano, “com a maior das impunidades e cumplicidades”.

Diante deste quadro ameaçador, o homem sentiu saudades de Portugal, sua terra natal, girou e partiu. Por aí ficou um par de anos e voltou passados uns anos, em 2009, não a Angola, não fosse o diabo tecê-las, mas por perto se ficou. Deu uma saltada a São Tomé. Infelizmente para ele, o “mafarrico” era lá que estava. À sua espera.

O cidadão português Jorge Oliveira foi preso, atentemos, por agentes policiais angolanos, naquele pequeno paraíso terrestre, sem perceber bem porquê. Tiveram que lhe explicar.

- “O senhor lembra-se daquele dinheiro que havia nos cofres do seu patrão, o empresário e deputado do MPLA, camarada Mello Xavier?…

- “Não me lembro do que estão a falar…

- “Não? Bom, uma queixa-crime foi depositada contra si e temos que levá-lo”.

- “Para onde?” teria perguntado Jorge Oliveira.

- “Para Luanda, meu amigo, para Luanda”.

- “Mas estamos em São Tomé !”.

- “Não faz mal, temos avião”.

Estava consumado o rapto, ilegal, pois se havia um Mandado de Captura, este não tinha validade internacional por não percorrer os requisitos, mais a mais por o visado estar legalmente noutro país.

“Nós não recebemos, nem oficial, nem oficiosamente, nenhuma carta rogatória de Angola solicitando diligências para interrogatório ou extradição do cidadão português. Fomos apenas surpreendidos, horas depois da invasão dos angolanos, com a informação desta deselegante e grave situação, como se fossemos uma colónia de Angola”, explicou ao F8, um juiz do Tribunal de São Tomé

Ao que parece, não havia um compromisso com a lei, mas com a força, e por esta razão já havia no aeroporto são-tomense um avião à espera do Sr. Oliveira, uma nave ligeira fretada ou propriedade do empresário – deputado do MPLA, Mello Xavier, “com um falso plano de voo, pois enganaram, também, os serviços de navegação aérea angolana”.

Como depois ficou provado, os polícias eram angolanos, afectos à Investigação Criminal e a operação, segundo consta teria sido gizada, previamente, no gabinete do ministro do Interior de Angola, general Ngongo, considerado, por muitos, sócio de Mello Xavier ou seu protector.

Repetimos, o alegado crime de que é acusado Jorge Oliveira não tinha sido objecto de nenhum pedido de intervenção da Interpol. E por mais explicações que lhe fossem dadas, o refém não podia compreender o sequestro de que era vítima, sendo este o termo exacto, vítima, pois nada lhe podia ser apontado como crime cometido em São Tomé e Príncipe.

Estamos em crer que esta operação tipo “James Bond” em caso algum possa ser avançada como abonatória dos nossos serviços de policiamento e defesa do território, por mais secretos que sejam.

Senão, resumindo o que se passou, repare-se:

1 – O senhor Jorge Oliveira teria roubado Mello Xavier, uns 100 mil dólares (se não roubou, tentou).

2 – Mello Xavier roubou o Estado (se não roubou, tentou).

3 – Jorge Oliveira fugiu.

4 – Mello ficou em Luanda a passear nos seus jipes e a arriscar a vida no seu helicóptero e avionetas podres. Intocável, em todo o caso. Deus é grande.

5 – Jorge Oliveira vai a São Tomé e é preso por polícias angolanos.

6 – Mello Xavier pega no seu telemóvel, telefona à Polícia e fica a saber que o seu ex-colaborador está a ferros. Agradece, talvez dê uma “gasosa”. Apesar de sobre ele pesar a acusação de ter desviado 12 milhões de dólares ao Estado angolano, tendo passado em sítio lindo o Réveillon, talvez no Mussulo!

7 – Jorge Oliveira continua ilegalmente detido em Viana, em todo o caso na prisão, como resgate duma inacreditável prepotência, “Made in Angola”.

Não há comentários a fazer sobre este tipo de situações. De facto, em Angola uns podem tudo, outros não podem nada. E quando dizemos podem, referimo-nos a desmandos. Numa palavra parece não haver leis em Angola, nem direito, só há directivas.

A retrospectiva deste caso de prepotência e ladroagem de fato e gravata era indispensável fazê-la para compreender os desenvolvimentos que dele advieram recentemente.

Dos Santos último a saber desta trama vergonhosa

Segundo informações de fonte segura as autoridades de São Tomé e Príncipe, assim como as de Portugal, têm pressionado e denunciado, com maior intensidade em fóruns diplomáticos internacionais, a postura “guerreira e invasora” das tropas policiais de Angola, que, no caso vertente, a um dado período do ano passado, 2009, entraram em jeito de assalto no arquipélago de São Tomé e sem qualquer mandado judicial, nem tão-pouco uma decisão de um tribunal sobre sentença de extradição. Raptaram o cidadão português Jorge Manuel dos Santos Oliveira, antigo gestor de Melo Xavier, na altura dos factos deputado da bancada parlamentar do MPLA. E ponto final.

A forma muito arriscada como esse homem foi preso, à margem de todas as leis, visava, segundo algumas fontes, ocultar o envolvimento de altas patentes do Ministério do Interior com o antigo deputado, Mello Xavier, deixando supor uma cumplicidade do governo são-tomense. Assim, não admira que, ao tomar conhecimento do acontecido, o Presidente Fradique não tivesse gostado da brincadeira. Por seu lado, Dos Santos ainda gostou menos, pois só teve conhecimento do caso por essa via, num desabafo.

Uma outra versão, no entanto, veiculada por outra fonte do F8, garantiu ter Dos Santos manifestado o seu desagrado, na última reunião do Bureau Político do MPLA, nos seguintes termos: “Já nem na Polícia ou Segurança do meu país posso confiar, pois foi a minha mulher que teve de me informar este comportamento, que era do meu total desconhecimento”.

E se assim é, o desagrado ainda devia ter sido maior, pois esses polícias na golanos armados em “james bondezitos” tinham andado a brincar com o nome e a reputação de Angola e do Presidente da República. Isto sem se poder esconder que este, e, estamos em crer, muitos, mas mesmo muitos outros casos lhe teriam sido escondidos e continuarão a sê-lo. É já uma tradição do “ÉME”, desde o tempo de “Manguxe” Uanhenga Xitu sabe do que estamos a falar, ele que o diga.

Com base nessa informação, como era de esperar uma onda de solidariedade rodeou Dos Santos, enquanto uma outra, de condenação, apontava baterias contra Leal Monteiro Ngongo, ministro do Interior, José Cerqueira, Director da DNIC e ainda do procurador que legalizou esta rocambolesca aventura.

“Na minha opinião estes camaradas devem ser demitidos, pois estão a manchar o nome do camarada presidente José Eduardo dos Santos, que ,coitado, não sabia, nem lhe informaram, do país e do MPLA, por ser grave a situação, principalmente agora que assumimos a presidência da CPLP”, confidenciou ao F8, um membro do comité central do MPLA, que por razões óbvias solicitou o anonimato, acrescentando ainda o facto de “ter sido mesmo uma invasão e rapto, pois ficamos a saber que este cidadão português veio sem nenhum documento pessoal, logo entrou ilegalmente em Angola, e isso é grave, pois não se trata de uma questão de Estado, mas de negócios particulares, que deveriam ser resolvidos em tribunal. Agora desta forma é muito grave e se eu tivesse poder de decisão exonerava imediatamente toda a direcção do Ministério do Interior e mandaria investigar todos os pagamentos feitos pelo Estado ao camarada Mello Xavier”.

O investigador presidencial

Apresentando-se deste modo a realidade, foi ordenada a abertura duma investigação por quem de direito, um personagem fantástico, angolano, que não se parece com ninguém e pode fazer tudo. O dito cujo mandou investigar a sequência de procedimentos que ocasionaram um tão inesperado e ao mesmo tempo previsível lesa-majestade na pessoa de Sua Excia. Portugal tinha manifestado por via diplomática o seu descontentamento e a Presidência da República de Angola mostrado o seu desagrado. Países irmãos é assim, sempre em consonância.

Os resultados de todas as investigações sobre este complicado caso parecem, até agora, nulos, por uns continuarem a confundir o Estado angolano com o MPLA, tal como os seus símbolos. Pouca sorte!

No entanto, um grande número de advogados de São Tomé, não se conformam com tantas arbitrariedades a lesar a lei e um Estado de direito democrático, e por ora estão a fazer uma campanha internacional, denunciando a postura musculada das forças armadas e policiais angolanas, por eles consideradas, “peritas especializadas na destabilização da democracia, não só do seu próprio país, como de outros países da região”.

Uma tradição. Que não é ancestral, mas a que a produção de petróleo não está alheia.

Por: Willian Tonet & Arlindo Santana

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Unita acusa Executivo de promover violência

Unita acusa Executivo de promover violência

Sob o lema “UNITA firme na defesa dos interesses dos angolanos”, a Comissão Política do maior partido da oposição reúne – se na segunda e terça-feira próximas, para avaliar aquilo que considera “grave situação política, social e económica que assola o país”,  segundo anunciou o seu porta-voz, Alcides Sakala, em conferência de imprensa.

Uma das questões-chave deste encontro consubstancia-se na preocupação devido ao “agravamento da crise de legitimidade institucional que enferma o Estado Angolano, evidenciada por práticas que violam os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos”, nas palavras da liderança da UNITA.

“Ao invés de promover a defesa da vida e dos direitos dos cidadãos, há fortes indícios de que, nos últimos dias, através de órgãos do poder executivo, titulares de cargos públicos, terão cometido crimes contra a integridade física de cidadãos, crimes contra a liberdade pessoal, crimes contra a propriedade e sequestro de cidadãos nas províncias do Huambo e Bié, onde mais de uma dezena de cidadãos foram vítimas de violência estatal ou de medidas contrárias aos princípios fundamentais do Estado de direito angolano e puníveis pelo Código Penal”, lê-se no comunicado distribuído à imprensa pelo partido do Galo Negro.

Alcides Sakala, que é também secretário para Assuntos Internacionais da UNITA, sustenta as suas alegações  começando por acusar a administradora municipal da Calussinga, na província do Bié, Faustina Cambundo, de ordenar arbitrariamente a agressão e a consequente  detenção do soba Bernardo Samangonba, durante quatro dias, por este ter assistido a um comício da UNITA.

Sobre esse episódio, consta ainda que após a denúncia pública dessa arbitrariedade, foi a vez de entrar em cena o governador da província, Boavida Neto, que esteve na Calussinga na semana passada, onde proferiu um discurso “a todos os títulos intimidatório”, na leitura da UNITA.

Segundo Alcides Sakala, o discurso constituiu uma prova de abuso da autoridade, com ameaças,  para além de injúrias contra os denunciantes, passando a impressão de que estava a apoiar moralmente a administradora da Calussinga. A UNITA entende que a acção de Boavida Neto choca contra os princípios dispostos pelo artigo 31˚ da Constituição, que manda aos governadores e administradores garantir a integridade moral, intelectual e física das pessoas.

Ainda na província do Bié, sempre de acordo com Sakala, há relatos provenientes do município do Chitembo  que apontam para a ocorrência nas últimas 48 horas de onze crimes contra a liberdade pessoal de militantes da UNITA, supostamente cometidos pela Polícia nacional.  Relatos de situações semelhantes são provenientes da comuna do Hengue, no município do Bailundo, diz a UNITA, que as qualifica de “mais graves” porque “trataram-se de crimes violentos cometidos com o suporte de armas de fogo, afectando a integridade física de cidadãos indefesos, que exerciam direitos fundamentais constitucionalmente protegidos”.

A UNITA promete apresentar brevemente aos  órgãos de comunicação “algumas vítimas destas sevícias”, para além dos registos magnéticos  das declarações do Governador Boavida Neto, “prova que demonstra que alguns titulares de cargos públicos estão engajados em actos criminosos que violam os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos”.

“Agora estamos todos em presença de actos criminosos estruturados, planeados por titulares de cargos públicos e executados por órgãos públicos contra o povo soberano de Angola” destaca o comunicado de imprensa da UNITA, acto que considera ser um atentado à paz democrática, cometido por uma só parte contra o povo soberano de Angola.  “Enquanto no interior de Angola, longe da imprensa e do facebook, o regime viola os direitos fundamentais dos angolanos e agride o Estado de Direito, em Luanda e na imprensa estrangeira, o regime procura transformar-se em vítima, exibindo propaganda, promovendo campanhas de desinformação, proferindo discursos intimidatórios e comprando spots publicitários de uma Angola que não existe, à boa maneira dos regimes autoritários e das práticas totalitárias estudadas nos gabinetes do Kremlin”, refere a UNITA.

No entender de Alcides Sakala, essas atitudes do regime encontram explicação na medida que tentam encobrir o fracasso das políticas erradas do actual Executivo.  “Não têm  direito nem mandato para transformar cidadãos pobres e indefesos em bodes expiatórios do fracasso das suas políticas económicas e sociais”, sustenta.

O comunicado de imprensa da UNITA refere ainda que “o facto da corrupção e o profundo fosso entre ricos e pobres criarem uma situação propícia a conflitos sociais e de tensão política, a exemplo de Moçambique e da África do Sul, não autoriza os representantes a agredir os representados”.

Para a UNITA, a crise de legitimidade em parte alimentada pela corrupção que grassa nos mais altos círculos do poder, factos provados em vários relatórios e investigações de organizações independentes, documentos que o Executivo nunca  se dignou a  rebater.

“Proibição da fiscalização permite desvio do erário público”

A decisão do presidente da Assembleia Nacional de proibir os actos de fiscalização do Executivo mereceu também abordagem no comunicado de imprensa da UNITA, que considera ser o incremento de prática de actos anti-democráticos e anti-constitucionais das autoridades públicas, especialmente desde Janeiro último.

Ademais considera aquele partido que a proibição permite, por exemplo, mais desvios do erário público, a supressão da liberdade de imprensa, permite a realização de mais obras descartáveis e de cunho eleitoralista, postas à prova pela fiscalização das chuvas que se aproximam.

“Estado Angolano preocupa-se mais com diplomacia económica”

Numa incursão à política externa de Angola, Alcides Sakala considerou que Angola tem uma imagem de Estado fraco, que se deteriora todos os dias, na sequência directa da corrupção, das fraudes contratuais, desvios e esbanjamento do erário público, da má gestão da conta petróleo e bem como das linhas de crédito, em especial do crédito chinês.

Nesse domínio, enfatiza ainda que não são conhecidas as posições do Executivo angolano em relação à questão da paz democrática para os grandes conflitos africanos, acto que decorre por se preocupar mais com a diplomacia económica.

Segundo a UNITA ,o reflexo da visão fraca assinala-se agora na representatividade do Executivo angolano na Cimeira das Nações Unidas que decorre em Nova York com o propósito de avaliar o grau de implementação da Agenda do Milénio das Nações Unidas.

Valdimiro Dias

24 de Setembro de 2010

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Sé Catedral de Luanda nos anos 70

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Assim se vê a força do MPLA

Setembro de 2010


A Rádio Despertar, Angola, está de luto. Está a Despertar como, digo eu, deveria estar todo o país dirigido desde 1975 pelo MPLA e há 31 anos por José Eduardo dos Santos, presidente da República não eleito. O jornalista Alberto Chakusanga, de 31 anos de idade, foi assassinado no município de Viana, em Luanda.
Orlando Castro*

É claro que de luto também deveria estar essa coisa que dá pelo nome de Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Deveria mas não está. A CPLP só estaria de luto se o jornalista assassinado fosse afecto ao MPLA. Como não era…
Angola é, aliás, um país “sui generis”. Embora diga que é uma democracia e um Estado de Direito não passa, de facto, de um reino onde só são considerados angolanos os que vão à missa do regime.
Todos aqueles que não vão a essa missa sujeitam-se a chocar com balas. Como muito bem escreve o Club-K, é curioso que Alberto Chakusanga, natural do município da Caála, província do Huambo, morreu 24 horas após o Bureau Político do MPLA, ter assegurado que conhecia indivíduos – recrutados – para denegrir, a qualquer preço, a imagem do seu Presidente.
Como já no F8 escrevi, o MPLA está a ficar cada vez mais chateado com os constantes ataques (provavelmente enquadráveis, segundo as suas teses, nos crimes contra a segurança do Estado) ao seu líder e sumo pontífice de Angola há 31 anos, José Eduardo dos Santos.
Também aqui escrevi que o MPLA está a montar uma estratégia ainda mais musculada para acabar com os que ousam pôr em causa a representação divina, delegada por Deus, do seu líder.
E se, em Angola, o MPLA consegue sem problemas comprar jornais, queimar edições cujo conteúdo é desfavorável, ameaçar, prender e fazer desaparecer opositores (como acontece, por exemplo, na sua colónia de Cabinda), noutros países a coisa não é tão fácil, mas não é impossível.
Em Portugal, apesar da significativa mudança de rumo que levou muitos jornalistas a escreverem com a barriga alimentada pelas empresas e empresários angolanos, ainda não é fácil queimar edições, prender jornalistas ou fazê-los chocar com alguma bala. Não é fácil, mas também não é impossível.
Ao regime angolano tem sido mais fácil silenciar os jornalistas portugueses, assumindo-se como dono dos donos dos jornalistas. É tudo uma questão de euros, ou dólares. E como isso é coisa que sobra em Angola mas falta em Portugal, o caminho está aberto para que só os que digam amém tenham direito a emprego.
Mesmo assim, há ainda muitos jornalistas portugueses cujos donos não se venderam aos donos de Angola. E isso chateia a sério o MPLA.
E se a última gota de água que fez transbordar o copo (do melhor whisky, certamente do tipo Macallan Collection, 1926) foi a revista Sábado que, na sua última edição, tem como manchete: «Os angolanos que mandam nas maiores empresas de Portugal», outros casos há cujos autores constam de uma listagem feita pelos serviços secretos do MPLA e que é do conhecimento das suas diferentes embaixadas.
O regime de José Eduardo dos Santos tem, no imediato, dois planos para alterar em Portugal estes ataques. Um passa pela entrada ainda mais em força nas empresas de comunicação social onde mandam velhos amigos e parceiros, de modo a branquear o tenebroso regime.

O outro pondera o silenciamento das vozes incómodas…

* O Jornalista

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Começo da campanha para as legislativas de 2012?

Os comentários de Samakuva ocorrem depois dos preços dos combustíveis terem aumentado 50%

UNITA acusa MPLA de ‘perseguição’
Louise Redvers
Correspondente da BBC em Luanda
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Em Angola os dois principais partidos embrenharam-se num aceso duelo político, assinalando o que parece ser o início não oficial da campanha para as legislativas de 2012.

O MPLA, no poder, emitiu na noite de terça-feira um comunicado a acusar a UNITA, na oposição, e o seu líder, Isaías Samakuva, de incitarem à desobediência civil.

Estas acusações derivam de uma entrevista que Samakuva deu à Rádio Despertar, afeita à UNITA, sobre os tumultos em Moçambique – em que considerou que uma situação semelhante poderia ocorrer em Angola porque a pobreza no seu país estava a aumentar.

Os comentários de Samakuva ocorrem depois dos preços dos combustíveis terem aumentado 50 por cento, do encerramento do principal mercado de Luanda, o Roque Santeiro, e da promulgação de uma nova lei sobre a proibição da importação de carros com mais de três anos de uso.

Acusações

O porta-voz do MPLA, Rui Falcão Pinto de Andrade, apelou aos membros do seu partido e a todos os angolanos para que não dessem ouvidos a tais declarações.

“Não podemos cair em atitudes impensadas e irreflectidas por parte de pessoas que nunca fizeram nada por este país”, desferiu.

No fim-de-semana, um jornalista da Rádio Despertar foi morto a tiro em circunstâncias consideradas “suspeitas” pela UNITA.

O partido diz que está também à procura de respostas para uma outra morte a tiro, no mês passado, no Huambo, de uma representante da sua Liga da Mulher Angolana, LIMA.

Numa conferência de imprensa em Luanda, Samakuva acusou esta quinta-feira o Governo angolano “de violações constantes dos direitos humanos direccionadas para a intolerância e para a exclusão social”.

Conta-acusações

Antes, o Ministério angolano da Comunicação Social tinha emitido um comunicado a criticar “a postura da Rádio Despertar pela divulgação de conteúdos informativos que incitam a população a rebelar-se contra as instituições legalmente constituídas e democraticamente eleitas”.

Samakuva reagiu dizendo que o MPLA estava a “tentar desviar as atenções do povo.”

As denúncias do MPLA contra a UNITA seguem-se a vários artigos e editoriais no Jornal de Angola – uma das muitas publicações estatais do país – a acusar pessoas e organizações que criticaram o Governo.

Entre os alvos destes artigos encontra-se o jornalista angolano Rafael Marques, que tem vindo a publicar reportagens controversas a acusar ministros e personalidades próximas do presidente José Eduardo dos Santos de corrupção generalizada.

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Muito respeitinho ao soba de Luanda, senão…!

«Em África Angola é um exemplo a seguir. Muitos líderes africanos fazem tudo para adoptar o nosso modelo. O Presidente José Eduardo dos Santos recebe todos os dias enviados de Chefes de Estado estrangeiros que lhe transmitem a vontade de aprofundar relações com Angola e pedem apoio e conselhos para resolverem os seus problemas internos. (…)

Apesar deste quadro, organizações que funcionam sob lógicas muito opacas continuam a atacar Angola de uma forma tão baixa que atinge já as raias do inadmissível. Porque atacar o Presidente da República é atacar todos os angolanos. Insultá-lo e atentar contra a sua honra, é o mesmo que insultar e desonrar todos os angolanos. O mais alto magistrado da Nação representa-nos a todos, mesmo os que são empregados da Open Society, a organização que mais se destaca na guerra contra a honra da pátria e dos seus dirigentes.

(no Jornal de Angola)

A ignorância e o seguidismo, a falta de preparação intelectual, alimentado pela corrupção dos petro-dólares fáceis produzem artigos como este. Este país está tão longe de um estado de direito como o Zimbabué e o seu soba Mugabe.

Esta gente não se enxerga mesmo.

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Holocausto em Angola a 27 Maio de 1977


Exerto: «Diz-se que Sita Valles foi fuzilada às cinco da manhã do dia 1 de Agosto de 1977. Um tiro em cada perna, um tiro em cada braço. O corpo caiu na vala previamente aberta, antes de desferido o disparo mortal. Ou o que restava de Sita, após as torturas e a orgia de violações pelos homens da Direcção de Informação e Segurança de Angola (DISA), a polícia política do regime. Um tractor aplainou o terreno. Diz-se também que a bela, elegante e inteligente comunista de origem goesa – uma portuguesa de coração africano – se manteve rebelde até ao último momento. Dizia que não tinha medo e que quanto mais depressa a matassem melhor. Ao recusar ser vendada, obrigou os atiradores do pelotão de fuzilamento, a enfrentarem o seu olhar, antes de apertarem o gatilho.

Ver:  Associação 27 de Maio

See : Association May 27

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Mascara Chokwe.

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Ainda há gente com coragem a escrever, sem meias tintas.

Os inefáveis nomes da Censura

Thursday, June 3, 2010

Lendo hoje o “i”, deparei com esta notícia:
A Presidência da República da Venezuela decretou a criação de um novo Centro de Estudo Situacional da Nação (Cesna), que terá como função compilar, processar e analisar permanentemente a informação de órgãos estatais sobre aspetos de interesse nacional.
O decreto de criação do Cesna foi publicado na Gazeta Oficial 39436, que hoje circulou em Caracas, dependendo o novo organismo do Ministério do Poder Popular para as Relações Interiores e Justiça.
Há 35 anos tive que lidar com uma criatura que controlava em Luanda um aparelho semelhante – o inefável comandante Correia Jesuíno.
Jesuíno era um psicopata do controlo dos media. Das vezes que me dei ao trabalho de ir à Cidade Alta ouvir as reclamações que ele tinha contra o jornal (primeiro “a provincia de Angola”, depois tornado por nós em “Jornal de Angola”) éramos forçados a dar explicações sobre intenções que só existiam na cabeça dele e dos mentecaptos (um deles, vendedor de mobílias promovido a censor, teve mais tarde um cargo importante na censura do regime angolano, antes de um cancro no cérebro ter livrado a Humanidade de tão sinistro personagem) que o acolitavam.
Como todos as figuras desse jaez, era de facto poderoso. Uma ordem dele significava deportação, prisão, rapto. São disso exemplo o que aconteceu a João Fernandes e depois a Joaquim Castro Lopo.
Depois de demonstrar ser o executor ideal para tão vis funções, regressou a Portugal e foi promovido a ministro da Comunicação Social. Por lá continuou a exercer o seu vil mister até ser corrido quando a maioria dos portugueses caiu em si e decidiu que já chegava de insanidade.
É interessante notar que ao procurar para ilustrar este post fotografia da criatura que tão poderosa foi durante uma dúzia de meses, o Google não me conseguiu encontrar uma que fosse…
Obrigado Pitigrili

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Marginal de Luanda

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Em Memória das Vítimas de 27 de Maio de 1977

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DE ANGOLA

«Por estranho que pareça, as atrocidades cometidas no Chile de Pinochet, se comparadas com o que se passou, de 1977 a 1979, no país de Agostinho de Neto, assumem modestas proporções. E o mais chocante é que, no caso de Angola, nem sequer atingiram inimigos, mas sim membros da própria família política»

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Holocausto em Angola

«Holocausto em Angola, Memórias de entre o cárcere e o cemitério»*

Publicado por helenafmatos em 29 Fevereiro, 2008

Via Blasfémias

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Crimes Contra a Humanidade

Publicado no Jornal Capital, Angola
Justino Pinto de Andrade (27/11/2007)

Crimes Contra a Humanidadeleia-me.gif


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(Notas para a História de Angola)

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Holocausto em Angola

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Autor: Américo Cardoso Botelho

Editora Vega
Colecção Outras Obras
Formato 24,5 x 17,5
612 páginas
ISBN 9789876998778
1ª edição
Ano 2007
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Angola: desperdício de oportunidades

Março de 2007

Por: CARLOS REIS, Jornalista Continuar a ler

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Sita Vales

sita_vales1.jpg Sita Vales Continuar a ler

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URSS ENTREGOU NITO AOS CUBANOS

nito_2.jpgsita_vales.jpg Continuar a ler

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Recordação de um Desastre

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Luandino Vieira Quebra um Aparente Silêncio de Quase 30 Anos

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Em entrevista a Alexandra Lucas Coelho para o Suplemento Mil Folhas, Público, 15/12/2006:

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Teoria da Culpa Colectiva

Carlos Pacheco / Historiador Angolano / in Público

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